O dia em que a Serra parou - Lucia Agathe
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de dezembro de 1998
Lucia Agathe 
Certo dia desceu um anjo à Terra, que por aqui encantou meio mundo. Por onde passou floresceram flores a amizades. Onde tocou brotou luz e a vida. Este enviado celeste ensinou durante toda a sua vida o amor e a bondade. Sua alegria constante irradiou nossas vidas. Seu sorriso contagiou, sem distinção, todos à sua volta.
O anjinho semeou em todos os corações o significado da amizade, do amor e da dedicação. Com as suas asas macias confortou os amigos nas mais diferentes situações. Nunca censurou seus sentimentos e nunca economizou carinhos. Com originalidade e simplicidade, conquistou o amor de todos.
Mas certo dia, os céus o chamaram de volta. Neste dia, as montanhas se estancaram no horizonte e até mesmo o sol soluçou. A floresta foi dominada pelo silêncio e os rios mal conseguiram se arrastar pelos vales. Nem mais os pássaros voaram, nem mais o trem apitou. As flores voltaram a botão. Foi o dia em que a Serra parou. Todos os olhos se emocionaram e todos os corações se apertaram. A saudade abalou sem piedade.
As nuvens abriram caminho para dar passagem ao anjo. E o céu se coloriu para festa num azul celeste tão lindo que até a lua apareceu. Então o anjinho se transformou em uma cintilante estrela e seguiu rumo ao infinito. Numa irradiante trajetória, atingiu o espaço e estacionou entre os mais belos astros e de lá ficou a nos fitar.
Todos aqui, desnorteados, ficaram a se perguntar desesperados, por que o anjinho foi embora. Por que ele veio?
A missão do anjo é grandiosa e cabe a nós compreendermos isso. Praticando tudo que ele nos ensinou.
Romyne é o anjo que desceu à Terra. Iluminou nossas vidas e agora está a nos cuidar das estrelas.
Descanse em paz, meu anjo. Da eterna amiga que te amará para todo o sempre.
- LUCIA AGATHE é estudante em Curitiba


