O dia D
Lula ou Serra, Requião ou Alvaro? Ainda hoje, Brasil e Paraná terão um novo presidente e governador. Quaisquer que sejam os escolhidos, as populações do País e do Estado estarão escrevendo mais uma página decisiva em suas histórias.
Jamais o povo brasileiro teve um pleito de dimensão tão democrática e construtivo, mesmo com uma oferta de candidatos com qualidade política abaixo da esperada pela maioria da população. O Brasil é grande e cheio de cicatrizes e, por isso, paga hoje o que plantou anos atrás.
A evolução da democracia, entretanto, é indiscutível. O povo está mais crítico, mais atento e exigente. Além disso, como mostrou o resultado das urnas no primeiro turno, o eleitor anda cansado dos discursos vagos, das acusações pessoais, da falta de projetos e dos políticos desonestos. Isso sem falar da imprensa, que em sua maioria se tornou mais independente e atuante. Não há como negar o crescimento intelectual, político e social ocorrido na Nação.
Os novos governantes e legisladores deverão ter pela frente obstáculos maiores que o simples ato de governar e elaborar leis. Terão, pelo menos, maior cuidado com a caneta e com as suas decisões; pensarão inúmeras vezes antes de desviar verbas públicas; tomarão cuidado com as alianças e com as nomeações políticas e deverão priorizar atos mais diretos, de efeitos práticos e benefícios reais para as comunidades que representam. O investimento na educação, saúde, emprego e moradia também deverá ser maior, também havendo necessidade de priorizar obras fundamentais para o desenvolvimento, como estradas, portos, indústrias e geração de energia e água.
Se assim não for feito, de nada importará o vencedor. E o que vai valer mesmo será a indignação do eleitor, que não aceitará erros.
Mauricio Della Barba





