O desafio do asfalto urbano
Reportagem de hoje da FOLHA retrata um problema que já está se tornando crítico e crônico em diversas cidades do Paraná: o asfalto da área urbana.
A falta de manutenção da malha viária, que, em muitos casos, foi construída fora dos melhores padrões técnicos, aliada ao crescimento acelerado da frota de automóveis, resultam em buracos, deterioração e, consequentemente, prejuízos a motoristas, que obrigados a pagar anualmente o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Vale lembrar, conforme este jornal mostrou na última semana, que 5,2 milhões de automóveis circulam pelo Estado. Temos a terceira maior frota do País.
Contudo, o problema não atinge somente quem está atrás do volante. A inoperância do poder público, que não consegue manter ruas e avenidas em bom estado de conservação, atinge pedestres - como um que reclamou à repórter do fato de ser atingido pela água que fica nos buracos e que espirra quando passam os automóveis - e comerciantes, que chegam a ter prejuízos, uma vez que os fregueses passarem longe por conta do asfalto ruim.
Podemos ir além: o prejuízo é de toda a sociedade. Por mais de uma vez nos últimos anos, noticiamos acidentes de trânsito ocasionados pelo asfalto ruim, envolvendo, principalmente, motociclistas. Os feridos ficam dias em hospitais, consumindo dinheiro público para o tratamento.
Asfalto bom e com alto índice de durabilidade custa caro, de fato. Contudo, isso não pode ser desculpa para o problema, mas motivo para que prefeitos planejem a sua recuperação ou mesmo a pavimentação nos bairros que ainda sofrem com barro e poeira, pois nem asfalto esfarelando têm. E já não vale mais dizer que a culpa é do governante anterior. Os mandatos de prefeito já passaram da metade - ou chegam a essa marca, caso de Londrina.
Inteligentes são as palavras de Jair Pigaiani, de Londrina, ante as ruas em plena deterioração do bairro onde mora. Se não for recapeado logo, todo este material vai se perder e, depois, o molho vai acabar ficando mais caro que o peixe.
Ele tem razão. Eficiência já.





