O desafio de vencer o crack
O combate ao crack é um dos grandes desafios das áreas de Segurança e Saúde. Porém, por mais que se faça, parece pouco frente ao avanço do consumo da droga no Brasil. O produto ilícito é consumido em pequenas cracolândias itinerantes por grupos de pessoas de idades e classes sociais diferentes. Reportagem de hoje, da Folha de Londrina, mostra a triste realidade dos dependentes de crack que vivem pelas ruas da cidade. Acredita-se que quase metade dos dependentes químicos atendidos pelos serviços sociais da Prefeitura é dependente da droga.
Por que é tão difícil vencer a batalha contra o crack? Talvez, a resposta esteja nas inúmeras pesquisas já divulgadas mostrando que as pedras formadas por cocaína impura têm um poder muito maior de causar dependência. A fumaça do crack chega ao cérebro de forma mais rápida e potente. O pior é que depois da primeira pedra, o usuário sente grande urgência de repetição. Trata-se de uma droga poderosa e destruidora que provoca doenças circulatórias e pulmonares, e também coloca os seus usuários frente ao risco da violência das ruas.
As microcracolândias estão distribuídas em vários cantos das cidades, trazendo transtornos e perigos para moradores e trabalhadores dessas localidades. Nas ruas onde os grupos de usuários passam às noites, a vizinhança tem que começar o dia varrendo os vestígios da bagunça: latas de alumínio, camisinhas, restos de comida, roupas e fezes.
O crack é um dos maiores problemas, hoje, de saúde pública e de segurança. No final de 2011, a presidente Dilma Rousseff lançou o Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e outras Drogas, programa com investimento de R$ 4 bilhões que tem como ações o atendimento ao dependente químico e a seus familiares, o combate ao tráfico de drogas e a prevenção ao uso dessas substâncias. Na época, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a admitir que o País estava diante de uma epidemia de crack.
Por conta disso, combater o crack deve ser encarado como uma prioridade nos 10 municípios paranaenses que vêm registrando os maiores índices de apreensão: Curitiba, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Paiçandu, Céu Azul, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa, Londrina e Guaíra. Um bom critério a ser observado este ano pelo eleitor: o candidato a prefeito tem bons projetos para ajudar na recuperação de dependentes químicos?





