O desafio de pagar as contas
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quarta-feira, 06 de janeiro de 2021
Folha de Londrina 
Passadas as festas de final de ano, em que as aglomerações infelizmente acabaram ocorrendo em todos os cantos do país, o ano de 2021 começa para valer com o habitual e inevitável compromisso dos contribuintes em relação ao pagamento de impostos cruciais e onerosos, como IPTU e IPVA. A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus no ano passado trouxe um desafio a mais para a maioria dos brasileiros: a necessidade de controlar o orçamento para poder encarar os tributos com a maior redução possível de danos para o bolso.
O IPVA, imposto estadual que incide sobre a propriedade de veículos automotores, vence a partir do dia 18 e segue com o desconto de 3% para o pagamento à vista. A novidade deste ano é que por conta da pandemia haverá a possibilidade de o contribuinte paranaense parcelar o pagamento em até cinco vezes, e não apenas em três.
Já o carnê do IPTU, imposto municipal pago por quem tem um imóvel próprio, começa a ser enviado pela Prefeitura de Londrina na segunda quinzena deste mês. Apesar do reajuste de 4,22% do tributo, o pagamento pode ser feito em cota única, com descontos de até 13%, ou em 11 vezes.
Os economistas orientam comparar os descontos oferecidos com os rendimentos das aplicações financeiras antes de o contribuinte decidir pela melhor forma de pagamento.
E esse conselho, embora pareça óbvio, deve ser de fato seguido à risca porque é no início do ano que o planejamento financeiro precisa ser praticado. Enquanto as vacinas contra o novo coronavírus não chegam ao Brasil, tudo indica que a economia não dará sinais evidentes de uma recuperação que já era esperada nos primeiros meses do ano passado – mas que não aconteceu.
Em tempos de desemprego em alta e salários reduzidos por conta da redução de jornada no mercado de trabalho formal pós-pandemia, saber controlar as finanças passou a ser uma necessidade de grande parte da população brasileira.
Em Londrina, a boa notícia em relação a esse comportamento vem da pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Associação Comercial e Industrial (Acil), que apontou que a cidade terminou 2020 com o menor índice de inadimplência da série histórica, iniciada há cinco anos. O município registrou 36% menos consumidores incluídos no cadastro de restrição de crédito. Em relação a dezembro, período em que o comércio costuma faturar mais por conta das compras de Natal, a redução foi de 22% na comparação com o mesmo mês de 2019.
O resultado aponta um maior número de consumidores com capacidade de tomar crédito, sem dúvida um bom sinal em um ano que começa novamente turbulento, ainda mais com o presidente da República admitindo que o país está “quebrado” e que ele não consegue “fazer nada” a respeito.
A FOLHA deseja um 2021 menos sufocante à grossa maioria da população que vive de fazer malabarismos para terminar o mês com menos aperto.


