O desempenho das empresas paranaenses vem crescendo em relação aos vizinhos Santa Catarina e Rio Grande do Sul e Londrina não ficou atrás. O município emplacou 13 empresas entre as 500 maiores do Sul do País, segundo pesquisa da Revista Amanhã. O estudo foi divulgado na semana passada. A boa notícia é que a cidade vai se consolidando como a vice-líder no Estado, atrás de Curitiba. Agronegócio, construção civil e serviços são os setores da maioria das principais companhias, que contam com três estreantes neste ano. A distribuidora de insumos agrícolas e comercializadora de grãos Belagrícola assumiu a liderança na cidade sem nem mesmo aparecer no ranking anterior, de 2017. Os outros dois estreantes são a cooperativa financeira Sicoob Ouro Verde e o grupo Norpave, de atacado e varejo de veículos.

No caso da Belagrícola, os dados financeiros não eram divulgados até 2017 porque a empresa não era de capital aberto, mas o grupo chinês Dakang Intemational Food Agriculture assumiu em novembro daquele ano o controle acionário, em transação de US$ 253 milhões ou algo próximo a R$ 820 milhões.

Na sequência vêm a Integrada Cooperativa Agroindustrial, a construtora Plaenge, Agro 100, Cacique de Café Solúvel, A. Yoshii Engenharia, Sotran, Unimed Londrina, Conasa - Companhia Nacional de Saneamento, Fiação de Seda Bratac, Sercomtel, Sicoob Ouro Verde e Norpave Veículos.

A Copel é a maior do Paraná e Bunge Alimentos, com sede em Santa Catarina, a maior da região Sul. O Paraná tem o melhor desempenho somado das empresas em VPG (Valor Ponderado de Grandeza), que é a soma de receita líquida, patrimônio e lucro líquido, além de menor prejuízo nas que tiveram problemas. Por outro lado, o Rio Grande do Sul segue com o maior número de grandes empresas, com 189, ante 186 do Paraná e 125 de Santa Catarina. As catarinenses ganham dos vizinhos somente em menor nível de endividamento, com 52,4%, frente 54,2% das gaúchas e 54,7% das paranaenses.

Notícias positivas da área econômica são sempre bem-vindas, principalmente quando mostram nossas empresas crescendo e gerando empregos. Todos gostariam que a essa altura do ano a retomada da economia estivesse mais acelerada. A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro contava com isso já no primeiro ano de mandato, para que em 2020 o Brasil melhorasse a atividade industrial e o consumo.

A aprovação da reforma da Previdência foi um grande salto, mas o desafio ainda é grande para a aprovação da Tributária. É com elas que o País conseguirá ampliar a capacidade de investimento e a competitividade da indústria nacional.

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