Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta para a redução da taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos no ano passado. O índice, embora apresente uma redução tímida (caiu de 8,7% para 8,3%), aponta para uma queda contínua ao longo das duas últimas décadas. No entanto, também indica que cerca de 13 milhões de brasileiros são analfabetos. Mais da metade das pessoas que não sabe ler nem escrever está na Região Nordeste.
Embora os brasileiros tenham ganhado qualidade de vida nos últimos anos, principalmente por conta dos programas de distribuição de renda, os índices mostram que as diferenças regionais persistem. Além disso, o ganho financeiro das famílias pouco teria contribuído para melhorar a educação. No total, 4,6% das pessoas com idade entre 30 e 39 anos e 2,3% da população com idade entre 25 e 29 anos são analfabetas.
Importante salientar que a queda quantitativa dos índices é importante, mas também é fundamental que as pessoas consigam ler e escrever corretamente. A pesquisa apurou que 17,8% dos brasileiros com mais de 15 anos – cerca de 27,9 milhões de pessoas – são consideradas "analfabetas funcionais". O resultado mostra um leve recuo em relação ao verificado em 2012, mas o percentual ainda é bastante significativo. Indica que, entre os que frequentam a escola, o aprendizado não é pleno e, tampouco ajudará essa pessoa futuramente no seu desenvolvimento pessoal e profissional.
O último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica não mostra avanço qualitativo. As metas do governo federal não foram atingidas por alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio; houve o cumprimento apenas nos anos iniciais do Fundamental (até a 5ª série). O desempenho, portanto, reafirma a evidente necessidade de reformulação no ensino brasileiro.

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