O custo do contrabando
Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras apresenta o custo do contrabando para o País. As perdas chegam a R$ 100 bilhões ao ano. Foram considerados os prejuízos provocados à indústria e ao varejo e as perdas com a arrecadação.
Outro problema significativo é a informalidade. Em Foz do Iguaçu fronteira mais movimentada do País e maior porta de entrada desse tipo de produto apenas 29% da população economicamente ativa trabalha formalmente. A avaliação é que a informalidade é maior em cidades vizinhas a outros países. O Brasil tem cerca de 16.850 quilômetros de fronteira, passando por dez países e 11 Estados.
Também importante acrescentar que o contrabando geralmente movimenta uma vasta rede de ilegalidades, de corrupção de agentes públicos à prática de outros crimes e, por isso, precisa ser combatido. Além disso, deve-se acrescentar que o uso frequente de produtos como cigarros, calçados e óculos, por exemplo, pode acarretar em danos à saúde das pessoas. Esse fator precisa ser ponderado pelos consumidores.
No entanto, faz-se necessário acrescentar que produtos contrabandeados têm mercado fácil no Brasil porque os itens "originais" são muito caros e, às vezes, inacessíveis à maioria da população. Por isso, a reforma tributária é urgente. Além de desonerar a cadeia produtiva tornando-a mais competitiva, fará cair o preço de mercadorias e serviços. O barateamento das mercadorias inviabiliza o contrabando. É um fator a ser considerado pelo governo federal.
Também é urgente a ampliação do monitoramento das fronteiras. As dificuldades são grandes, até porque o território é extenso, mas é preciso implementar um plano consistente. A facilidade no transporte também é facilitador ao contrabando. Nesse caso, a redução desses crimes só ocorrerá a partir da repressão e da punição.





