O custo da energia elétrica
Um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que o Paraná tem o quinto maior custo de energia elétrica para a indústria do País, com R$ 613,30 por megawatt-hora (Mwh). Está bem acima da média nacional, que já é considerada cara: R$ 534,28 por MWh. Essa média colocou o Brasil no topo da comparação com 27 países feita pela entidade carioca, à frente de Índia e Itália, que se mantiveram como líderes nos últimos anos.
Nos três primeiros meses de 2015, a alta no custo da energia no Brasil foi de 48%. Em maio de 2014, o custo médio era de R$ 310,70/MWh e o Brasil tinha a 11ª energia mais cara. O maior uso de termelétricas para geração de energia está entre os principais fatores que elevaram o preço no País devido à crise hídrica. No Paraná, o que atrapalhou ainda mais, segundo a própria Companhia Paranaense de Energia (Copel), são os tributos estaduais, como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), encargos setoriais, compras de eletricidade pelo governo federal em leilões e custos do fornecimento pela Itaipu Binacional. Se não fossem esses fatores, a estatal paranaense ficaria em décimo no valor da energia.
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) também fez as contas e concluiu que por aqui os gastos com energia elétrica para a indústria representam hoje o dobro do que em junho do ano passado. A fatia passou de 1,4% para 2,8%, na média, mas pode chegar a mais de 50% do total em alguns casos, como em indústrias de fundição.
Especialista ouvido em reportagem publicada hoje na FOLHA acredita que o preço da energia para a indústria comece a cair no País somente a partir de 2017. O problema é que esse valor reduz a competitividade das empresas frente a concorrentes estrangeiros e interfere na decisão de empreendedores na escolha do local para a instalação de fábricas.
A crise hídrica enfrentada no ano passado e o grande aumento no custo da energia elétrica mostram a urgência do País em investir em projetos de incentivo às pequenas centrais hidrelétricas, usinas solares e eólicas.





