A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou na quarta-feira (21) o segundo caso de sarampo registrado no Paraná este ano. Um morador de Curitiba, de 54 anos, contraiu a doença no início de agosto em uma viagem para Estados com área de surto, foi medicado e passa bem, como mostra reportagem do Folha Cidades desta quinta-feira (22). A constatação de uma nova vítima foi suficiente para ligar o alerta no Paraná. O Estado não registrava um caso de sarampo havia 20 anos, e em poucas semanas foram dois. O outro caso é de uma mulher de 41 anos que viajou de Campina Grande Sul (Região Metropolitana de Curitiba) para São Paulo. O Paraná está em situação de surto ativo. Além das duas confirmações, 16 casos estão sob investigação, aguardando os resultados de exames, sendo que uma das suspeitas é em Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina. O município integra a 17ª Regional de Saúde. O Brasil ficou duas décadas sem registro do sarampo, mas a doença voltou e o número de casos avança em todo o País. Há uma estimativa de que uma pessoa que contrai o vírus do sarampo pode contaminar até 20 pessoas que não estejam vacinadas. Isso gera um cenário de epidemia em pouco tempo, colocando em risco a saúde de toda a população.Para barrar essa cadeia de transmissão viral, só mesmo a imunização. Entretanto, a cobertura vacinal está abaixo do recomendado em praticamente todas as regiões do País, inclusive no Paraná. Quem já contraiu sarampo na infância não terá a doença novamente. Mas quem passou a vida imune é uma vítima em potencial com o retorno da doença. Atingir números de vacinação próximos do ideal, depende, claro, da disponibilidade das vacinas, mas também da conscientização das pessoas de que é preciso vacinar-se, e vacinar seus filhos. O sarampo é altamente contagioso, por meio do contato direto entre as pessoas. A doença pode matar ou mesmo trazer complicações como pneumonia, doenças diarreicas e neurológicas, como a encefalite, entre outras.

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