O convívio necessário
O Paraná é politicamente forte porque é economicamente saudável. Não é conservador, como alguns precipitadamente colocam em função dos resultados eleitorais. Ao revés estivemos sincronizados a São Paulo, olho do furacão deste País.
O fato de o governador eleito Beto Richa ter perdido nacionalmente as eleições, embora aqui superando os resultados de São Paulo e Minas Gerais, é revelador do nosso potencial como também a circunstância de os seus adversários, alinhados à coligação que consagrou Dilma Rousseff, desempenharem naquele conjunto um papel estratégico. Especialmente os casos de Paulo Bernardo, ministro do Planejamento e que provavelmente ocupará funções mais próximas da presidente no ano que vem; de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, e Márcia Lopes, ministra de Desenvolvimento Social, todos originários de Londrina, evidenciam uma presença de afirmação.
O relevante é essa multipresença, reveladora de engajamento, que de certa forma a classe política não tem sabido explorar em nosso favor. Saímos bem no processo eleitoral e teremos personagens aptos para representar tanto o papel do situacionismo quanto o da oposição e de forma positiva.
O Paraná, como unidade federativa, tem todas as condições para decolagem, uma quebra de paradigma, desde que saiba, inteligentemente, tirar partido daquelas circunstâncias políticas que o favorecem no momento. O governador Beto Richa acha que o trabalho de oposição deve ser deflagrado no Congresso Nacional e que as relações republicanas devem prevalecer no entendimento com a União, embora ele próprio, como prefeito da capital, tenha sofrido com retaliações do ex-governador Roberto Requião por opção eleitoral à época justamente em favor de Osmar Dias.
É possível e necessário o convívio para que a causa maior, do Paraná, seja preservada.





