Decorrente da pandemia do coronavírus, os paranaenses descobrem a existência de vários e grandes Hospitais Regionais, iniciados tempos atrás, cujas construções estão praticamente finalizadas. Porém, ainda sem funcionamento. Ou não funcionando na sua totalidade. Outros, desde há muitos anos somente no papel.

Por sua vez, o SUS (Sistema Único de Saúde), embora de alta significação social dentro do conceito que a Saúde do Povo é a Suprema Lei, acabou sepultando os pequenos hospitais que antigamente existiam em quase todas as cidades pequenas no Brasil e que acabaram falindo pelo simples fato de que eram obrigados a recepcionar doentes cujos ressarcimentos eram decorrentes das tabelas oficiais que sequer cobriam o custo da estadia. Tanto é verdade que, hoje em dia, nas cidades pequenas, dificilmente, se encontra algum atendimento médico satisfatório.

O que existe nessas localidades é um sistema de ambulâncias que funcionam diuturnamente levando os seus doentes para uma cidade maior. Com isso, os congestionamentos de doentes e os problemas que presenciamos nos centros regionais. Principalmente, Londrina.

A razão? Para que um hospital funcione satisfatoriamente, é preciso pessoal, médicos e, principalmente, mobílias, medicamentos e equipamentos. Quanto aos equipamentos, sabemos, muitas vezes mais caros que a própria construção civil dos mesmos.

Até mesmo o Hospital Universitário de Londrina teria um setor nessas mesmas condições. E, diga-se de passagem, tais Hospitais Regionais, como o próprio nome indica, foram construídos para atender a região e não apenas a própria cidade. Quem sabe, agora, diante da pandemia do coronavírus surjam recursos para conclusão e funcionamento dos mesmos.

Diante do conceito da Regionalidade, por que não se construir, ou melhorar, também estradas para tanto? Dentro da visão deste modesto engenheiro civil e construtor, por mais absurdo que se possa entender. A própria região de Londrina mereceria de parte dos governantes uma melhor atenção nesse sentido, pois existem antigas estradas de terra que permitem interligações diretas com outras cidades. Por exemplo: a interligação da Estrada da Maravilha à Estrada do Pau D’Alho saindo diretamente em Assaí (porém necessitando a travessia sobre o rio Tibagi), ressalte-se, asfaltadas dos dois lados desde há anos. Também, a interligação direta de Londrina com Arapongas através da antiga estrada do Bulle. Sem falarmos na interligação direta com Apucarana, através da também antiga estrada partindo-se de Guaravera. Coisas inimagináveis para um cidadão comum londrinense no atual momento.

Quanto a este assunto, estradas, para muitos fora do contexto coronavirus, além de permitir um atendimento melhor à saúde da população, tais interligações diretas muito contribuiriam para acentuar, ainda mais, o desenvolvimento social, cultural, técnico e econômico da nossa própria cidade de Londrina.

José Pedro da Rocha Neto, engenheiro civil

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