É bem-vindo a Londrina o complexo Gastech, que se instalará em terreno doado pela Prefeitura e distribuirá gás natural veicular, um combustível limpo e ecologicamente correto, que serve a indústrias, a veículos leves e hospitais. A Gastech é formada por um pool de empresas, entre elas Petrobrás, White Martins e GásLocal, e deverá investir R$ 20 milhões nesse empreendimento. A empresa irá instalar também uma unidade convertedora de gás natural para uso veicular.
O gás, que vem da Bolívia através de gasoduto, chega até Paulínia, no Estado de São Paulo (onde é reprocessado) e será deslocado para Londrina em caminhões-tanque. É remota a possibilidade de, em futuro próximo, o combustível vir por gasoduto, porque não há projeto nesse sentido, face ao elevadíssimo custo, e porque a Gastech fez agora um grande investimento no sistema de transporte por carretas. Esse gás deverá estar sendo distribuído em Londrina até o final deste semestre.
A chegada dessa nova fonte energética é de grande importância para todo o Paraná e para a região sul do País, porque este é o primeiro complexo de gás natural da região sulina transportado por via terrestre, o que possibilita abastecimento por essa via mais barata - face ao elevado custo do gasoduto. Curitiba já recebe gás por esse duto, mas, pela mesma razão do custo, é inviável economicamente estender esse canal até o Norte do Paraná.
Por outro lado, a Prefeitura de Londrina acaba de fazer a doação de 13 terrenos para empresas - e espera-se que tenha seguido o mais adequado critério, pelo detalhe de que as beneficiadas já estarem, na maioria, instaladas no município. Uma indústria grande que poderá vir para Londrina é a Moinhos Globo, que há 53 anos está instalada em Sertanópolis mas nestas últimas duas décadas tem sofrido a insuficiência de energia elétrica para a potência da indústria, e atribui essa culpa ao município. Uma das possibilidades é a Prefeitura de Londrina fazer a doação de um terreno também a essa empresa.
Se Londrina irá ganhar com isso, Sertanópolis perde, mas a empresa afirma que não foi suficientemente atendida pela administração daquele município, e teria o propósito de mudar-se, até para fora do Estado. Se o Paraná corre o risco de perder essa grande indústria, algum município paranaense precisa capturá-la, e se Sertanópolis não conseguir estruturar-se para mantê-la - e o ideal seria que conseguisse - Londrina precisará investir nesse sentido. Uma das vantagens da situação londrinense, conforme declaração de um diretor da empresa, é que neste município o sistema energético é abundante.

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