É necessária a continuidade regular da operação conjunta contra a poluição sonora, realizada em Londrina no último final de semana pelo Instituto Ambiental do Paraná e pela Polícia Florestal, com apoio da Promotoria do Meio Ambiente, e que resultou na apreensão de aparelhos de som em veículos. Por ora a campanha será centrada nos carros e depois se estenderá a casas comerciais e mesmo a residências. A determinação foi do secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, porque isto também lhe é pertinente, uma vez que a Pasta que comanda tem como função no geral, a preservação do bem-estar ambiental. Chega em boa hora essa operação, e se for convertida em rotina freará os abusos cometidos sobretudo pelos jovens, que equipam seus automóveis com sons que ultrapassam todos os limites concebíveis. Até onde for possível e a legislação permitir, precisam ser visitadas também as empresas instaladoras, porque elas têm consciência dos excessos e sabem que alguns sistemas convertem-se em infernais usinas de poluição sonora. Recentemente a Justiça interveio contra o som alto nos clubes sociais, inclusive madrugada adentro, e a determinação de baixar o volume proporcionou resultado positivo, embora alguns abusos continuem. Uma ação mais localizada deve visar os conjuntos musicais, não só nos clubes mas também em bares e restaurantes não só em Londrina mas em todo o Estado por incomodar os frequentadores e a vizinhança. Acontece realmente uma extrapolação de limite, embora o apreço que todos têm pela boa música e pelos executantes e DJs. Ocorre que alguns são cultores de ensurdecedora percussão, que não é música mas um contínuo bate-estaca. O combate específico ao som dos veículos tem sido uma operação pouco frequente, embora o abuso seja antigo, e se os infratores começarem a ser autuados como agora passa a acontecer o abuso poderá ser eliminado e as noites serão de mais paz, porque é no horário noturno que os sons alucinantes correm soltos. Ondas sonoras acima dos decibéis permitidos provocam surdez, distúrbio neurovegetativo, cefaléia, insônia, labirintite, hipertensão, estresse e impotência sexual. Independente da ação dos organismos citados, também a ronda da Polícia Militar deve ficar vigilante e autuar os que abusam. Não é exagero que, no caso específico das residências, a Promotoria do Meio Ambiente as autuem, porque também aí há abusos passíveis de punição, e a vizinhança não sabe a quem apelar. Há um verdadeiro desvario, especialmente entre os jovens, nessa questão do som abusivo, que em muitos casos está associado ao uso de drogas.

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