Alvo de dois grandes ataques terroristas em menos de um ano, Paris (a bela capital francesa) volta ao centro das atenções mundiais. Na noite de sexta-feira, ações coordenadas em vários pontos da cidade mataram ao menos 127 pessoas, deixaram 180 feridos, dos quais 80 em estado grave (números confirmados até o fechamento desta edição).
O Estado Islâmico (EI) reivindica a autoria dos atentados e avisou que a França será um "alvo preferencial" enquanto "continuar com suas políticas" e que os ataques "são uma resposta aos insultos ao profeta do Islã e aos ataques aéreos" em território dominado pelo grupo.
Além do terror espalhado em boa parte da Europa após os ataques, a ação reforça a tese de vulnerabilidade e medo frente a uma facção terrorista de fundamentalistas islâmicos que têm se mostrado impiedosos em vídeos espalhados pela internet em que aparecem torturando e matando "inimigos". O esquema de segurança montado após os ataques à sede do jornal "Charlie Hebdo" não foi suficiente para conter outras ações. Nos últimos meses, a França vinha enfrentado ameaças frequentes de atentados e conseguiu desarticular essas ações.
É importante que a sociedade mundial reflita sobre esses atos. Se alguns dos terroristas envolvidos com o EI são europeus e americanos significa que esses países não conseguiram acolher adequadamente esses cidadãos. As facções recrutam jovens moradores da periferia dessas cidades e que certamente se sentem excluídos e marginalizados. Sem perspectivas, acabam envolvidos por promessas de atos heroicos por aniquilar "infiéis".
Além de acabar com o EI, que se mostra inimigo de toda a humanidade ao destruir parte do patrimônio histórico conservado no Iraque, é preciso que todos aprendam e pratiquem valores como a tolerância, o respeito às diferenças e à liberdade religiosa. Essa cultura do ódio não deve continuar a ser alimentada.

mockup