Foi bem no horário de transição, quando a equipe da manhã está finalizando o trabalho e a da tarde chega para iniciar a produção. Todos os computadores se apagam repentinamente. Num primeiro momento, a preocupação é com textos e outros arquivos que ainda não estavam salvos – tudo perdido!
Em seguida, começam a chegar telefonemas à Redação, com as pessoas querendo avisar que esse e aquele lugar de Londrina estão sem energia, que os semáforos apagados provocam confusão no trânsito e riscos de acidentes, que elevadores lotados permanecem parados entre um andar e outro, que o maquinário desligado impede o prosseguimento do trabalho, que o telefone de emergência da Copel só dá sinal de ocupado...
A imagem da televisão some, o rádio fica mudo, o acesso à Internet e a conexão com as agências de notícias de São Paulo não se completam. O telefone é o meio de comunicação disponível e, através dele, a Redação vai sabendo que o apagão atinge Londrina inteira e demais municípios da região. Mais alguns minutos e já se confirma a informação de que o fato é ainda mais grave: blecaute!
Ontem as pessoas procuraram a Redação para falar sobre os problemas decorrentes do apagão. Hoje o jornal tenta mostrar ao leitor, da maneira mais completa possível, as causas, o que aconteceu durante e as consequências da falta de energia em boa parte do País. E dessa vez o blecaute não durou muito.

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