Um jovem de 25 anos é a sétima vítima fatal de intoxicação por metanol no estado de São Paulo. O óbito aconteceu em 23 de setembro, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, mas foi confirmado na última terça-feira (22).

No Paraná, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou, na quarta-feira (22), mais duas mortes por intoxicação por metanol, após o consumo de bebida alcoólica. Agora, são três mortes confirmadas no Estado.

Esses dois últimos óbitos anunciados pela Sesa não entraram no balanço que o Ministério da Saúde divulgou na segunda-feira (20), dando conta que o Brasil acumulava dez óbitos e 53 casos confirmados de contaminação.

O Estado de São Paulo continua sendo o mais afetado por este tipo de intoxicação. São 42 ocorrências confirmadas.

Voltando ao cenário paranaense, um dos óbitos anunciados na quarta-feira refere-se a um caso já confirmado, de uma paciente que permanecia internada, e o outro a um novo caso, diagnosticado na terça-feira (21) e que evoluiu a óbito rapidamente. As duas vítimas faleceram nesta quarta-feira (22). A primeira é uma mulher de 41 anos, de Curitiba, que estava internada em estado grave desde o dia 11 de outubro. Ela possuía doenças crônicas e outras comorbidades.

O segundo caso é de um homem de 43 anos, morador de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele deu entrada em um serviço de saúde da capital na segunda-feira (20) como caso suspeito. O exame laboratorial, divulgado nesta terça-feira (21), confirmou a intoxicação por metanol.

Ao todo, o Paraná já registrou 25 notificações, em Curitiba, Almirante Tamandaré e Foz do Iguaçu.

O Brasil já enfrentou outros casos com mortes por intoxicação de metanol misturado a bebidas alcoólicas. Esses últimos casos começaram a aparecer em setembro e de lá para cá o problema se tornou uma grande preocupação para autoridades de saúde e para a sociedade. Principalmente, porque a substância não pode ser identificada pelo cheiro ou sabor, pois não altera a bebida.

Assim, é muito importante ficar atento e consumir bebidas de fornecedores confiáveis e também conhecer os sintomas de intoxicação, que costumam surgir entre 6h a 72h após a ingestão do produto adulterado: dor abdominal, visão turva, confusão mental e náusea.

É dever das autoridades manterem a fiscalização e que os culpados pela adulteração das bebidas sejam punidos com o rigor da lei. Da mesma forma, é necessário que o poder público realize campanhas de conscientização que cheguem efetivamente à população.

Quanto aos consumidores, eles precisam adotar uma postura preventiva, buscando sempre a procedência dos produtos que consomem.

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