O avanço das doenças crônicas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Adriana de Cunto - Grupo Folha 
Os perigos das doenças crônicas ficaram mais evidentes neste ano de 2020 quando a Covid-19 listou quem seriam os pacientes de risco para quadros mais graves da infecção pelo novo coronavírus.
No ano passado, mais da metade da população brasileira adulta (52%) era cometida por pelo menos uma doença crônica, entre diabetes, asma, pressão alta e outras.
Foi o que apontou a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (18). Segundo o instituto, as doenças crônicas tiveram crescimento percentual desde 2013, data do último estudo semelhante feito pelo IBGE.
A enfermidade que mais afetava brasileiros no ano passado era a hipertensão arterial, atingindo 23,9% da população adulta, ou 38,1 milhões de pessoas. O número representa um aumento na comparação com os 21,4% de seis anos antes.
Já 7,7% da população acima de 18 anos tinha diabetes, ou 12,3 milhões de brasileiros, mais do que os 6,2% de 2013. Ainda cresceu o número de pessoas com asma, indo de 4,4% para 5,3% (8,4 milhões), e com doença do coração, subindo de 4,1% para 5,3% (8,4 milhões).
Todas são doenças consideradas de risco para a Covid-19 e o coronavírus já matou no Brasil mais de 166 mil pessoas, além de infectar 5.876.740 pessoas.
A pesquisa aponta o óbvio, mas é importante repetir. É preciso pensar em programas de saúde pública preventivas para romper o crescente de doenças que podem ser evitáveis com mudanças de hábito e tratamento precoce. São problemas tratáveis e evitáveis, mas que agravaram na rede hospitalar o atendimento à Covid-19.
A FOLHA deseja saúde a todos os seus leitores!


