O avanço da dengue
São alarmantes os números da dengue no Brasil. Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde aponta que até o dia 18 de abril foram registrados 745,9 mil casos da doença em todo o País. Houve um aumento de 234,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Até o final de março haviam sido registradas 132 mortes, alta de 29% com relação ao primeiro trimestre do ano passado.
No Paraná a situação não é diferente: aumento de 229% do número de casos. São mais de 40 mil notificações no período. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o País enfrenta uma epidemia de dengue. A incidência da doença chega a 367,8 casos por 100 mil habitantes número considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde.
É fator preocupante que a quantidade de casos deverá aumentar mais entre o final de abril e início de maio devido ao clima ainda favorável. No entanto, mesmo com as temperaturas amenas os cuidados não devem ser deixados de lado. A dengue torna-se especialmente perigosa em pessoas que já contraíram a doença, uma vez que podem desenvolver a "dengue hemorrágica" se forem picados novamente pelo mosquito Aedes aegypti - transmissor da doença.
Além disso, vale ressaltar que não há muito o que fazer para evitar a proliferação da doença, uma vez que não há vacinas ou terapias específicas. Portanto, o trabalho passa necessariamente por ações preventivas principalmente as que evitam a reprodução do mosquito. Neste quesito o apoio e o engajamento da população são fundamentais até porque estimativas indicam que 80% dos criadouros estão dentro das residências. O mosquito prolifera-se facilmente em água limpa e parada.
No entanto, o apoio da população dificilmente virá se não houver visitas constantes dos agentes epidemiológicos e campanhas de educação e conscientização desenvolvidas pelos órgãos públicos. É dever do poder público monitorar a circulação do vírus.





