Autoridades da área de saúde do mundo todo estão preocupados com o avanço dos casos de contaminação por HIV entre adolescentes. A realidade entre jovens é bem diferente do que acontece entre os adultos, faixa etária que apresenta redução da presença do vírus que causa a Aids. O alerta foi feito pela Unicef (Fundação das Nações Unidas pela Infância), durante a 22ª Conferência Internacional de Aids, realizada recentemente em Amsterdã, na Holanda. E a preocupação é ainda maior entre o público feminino, pois, segundo a organização, a cada três minutos, uma adolescente entre 15 e 19 anos é infectada pelo vírus HIV.

Na conferência, foram apresentados indicadores que atestam que as meninas na faixa etária dos 15 aos 19 anos são vítimas de dois terços das infecções em todo o mundo. Em 2017, 430 mil pessoas no planeta com idade inferior a 20 anos foram contaminadas pelo HIV enquanto outras 130 mil morreram de causas relacionadas à Aids. Nessa parcela da população mundial, as mortes estão estagnadas, mas em outras faixas etárias, observa-se uma redução gradual nos óbitos desde 2010. No Brasil e no Paraná a situação se repete.

A evolução no tratamento contra o HIV reduziu sua mortalidade. Mas não se pode baixar a guarda. A Aids continua sendo uma doença muito grave e as consequências da infecção são a principal causa de morte entre seus portadores. Esse novo cenário que aponta grande risco para os jovens mostra que os órgãos de saúde pública têm urgência em elaborar estratégias para reverter os dados apresentados pela Unicef.

Segundo a organização, vários fatores contribuem para o crescimento do número de jovens portadores de HIV. Entre eles, as relações sexuais precoces, a pobreza e a falta de acesso a serviços de aconselhamento e exames. A prevenção ainda é a melhor estratégia, assim como o preconceito é o grande vilão no combate à Aids. Ninguém deve ter receio em fazer os testes que detectam o HIV para, em caso de resultado positivo, começar rapidamente o tratamento. Fugir do diagnóstico é a pior atitude.

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