O aparelhamento da UEL
A Universidade Estadual de Londrina(UEL) foi sempre um enorme orgulho para nossa cidade. Seus cursos já figuraram em todas as listas de qualificação entre os melhores do Brasil. Alguns, como o de Medicina, muitas vezes esteve entre os 10 melhores cursos de Medicina do país. Fui aluno da UEL em três cursos distintos: Medicina, História e uma pós-graduação em História e Teorias da Arte Moderna. Sei, pela prática, portanto, como era a nossa universidade há 30 anos e como era há 12 anos. E estou vendo agora, depois desse desastrado governo petista o que fizeram, também, com a nossa universidade. A impressão que temos hoje, é que a universidade não é uma entidade estatal, mantida pelo Estado com dinheiro de todos os cidadãos paranaenses que pagam impostos. Tem-se a impressão que a universidade foi convertida num feudo de radicais de esquerda que decidem, como bem entendem, o que fazer e não fazer com e dentro da universidade, à revelia da vontade da maioria absoluta de professores, alunos e funcionários que querem e precisam trabalhar e estudar.
"Ocuparam" a UEL. Mas quem ocupou (ou tomou, ou sitiou) a Universidade? Uma minoria de pelegos e parasitas que se apavoram com ideia de perder o poder que adquiririam ao longo destes mais de dez anos de desmandos e irresponsabilidades, aos quais eles estão profundamente apegados.
Ouvi de uma das participantes que, caso fosse tomada alguma atitude contra a mais recente "greve", eles iriam "invadir, tomar, destruir" (??); de outro saiu essa ameaça: "Se vocês fizerem alguma coisa, pode ser que, acidentalmente algumas coisas possam ser quebradas aqui dentro". E assim segue uma série de ameaças veladas de quebradeiras no estilo black-blocks. Quando lembrados de que, no caso da Biologia e correlatos, os animais de pesquisa estavam sem ser alimentados e poderiam morrer, a resposta foi: "Não temos nada com isso".
Disseram que estavam exercendo o direito de greve por não concordarem com uma coisa ou outra em relação ao governo. Mas não admitem discutir, debater, reunir-se com o grupo contrário, tentar um consenso, nada. Eles jamais discutem estão habituados a mandar e desmandar há anos, sem serem questionados. Quando professores contrários ao movimento tentaram pedir a palavra, foram vaiados, xingados e quase agredidos fisicamente, e não puderam se pronunciar. Ora, que tipo de membros de uma comunidade universitária são esses? Como podem conduzir com esse nível de violência um ato condenado por toda a comunidade? Como querem exigir direitos, se negam o direito de outrem?
Esses pseudo grevistas agem exatamente como agem outros "braços" do PT, como o MST, por exemplo, que parasita o governo há anos, recebendo dinheiro público de forma ilegal (criminosa) para patrocinar invasões e destruições que já se tornaram comuns na mídia, além de estarem, a todo momento, ameaçando de "tomar o país" se alguma coisa acontecer ao Lula, por exemplo sempre assim, com demonstração de força, terrorismo e ameaças.
Ignoram completamente o direito alheio, mas, cinicamente, vivem dizendo que defendem o direito de todos, a democracia, etc., como sempre no âmbito da mentira e da manipulação. Quando pegos, apelam imediatamente para o "coitadismo", como temos visto com a maioria dos ex-terroristas dos anos 1960-1970, todos hoje no poder.
Não há dúvida de que parte do que está acontecendo na UEL hoje é fruto da atuação desses extremistas de esquerda que aparelharam a Universidade e a transformaram no seu "estado socialista particular".
PAULO ANDRÉ CHENSO é médico e professor em Londrina
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