O ano de 2024 foi o mais quente da história da humanidade e, em Londrina, não foi diferente. Análise realizada pela agrometeorologista Heverly Morais, do IDR-Paraná, dá conta que a temperatura média do ano passado na cidade foram de 29,9 °C. Um aumento de um grau em relação ao recorde anterior de 2020 pode parecer insignificante, mas, como destaca a pesquisadora, alterações nessa escala revelam mudanças profundas e alarmantes no clima local.

Nos últimos seis anos, Londrina quebrou quatro recordes de calor, acompanhados por ondas mais intensas e prolongadas. O aumento das temperaturas não é um fenômeno isolado, conforme a pesquisadora lembrou. Reflete uma combinação de fatores: a urbanização acelerada, redução das áreas verdes e emissão de gases de efeito estufa.

Outro fator que vem intensificando o problema é a redução das chuvas. Desde 2020, Londrina enfrenta um déficit hídrico preocupante, com precipitações muito abaixo da média histórica. Esse cenário foi agravado por bloqueios atmosféricos, que impedem a formação de chuvas, e pela má distribuição das precipitações.

A combinação de estiagens prolongadas e baixa umidade do ar tem gerado efeitos preocupantes para a saúde e a economia, principalmente porque o setor agrícola é vital para a região.

O ano de 2024 também foi o mais quente da história da humanidade, com temperaturas globais ultrapassando pela primeira vez 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Este é o limite estabelecido no Acordo de Paris como crucial para evitar as piores consequências da crise climática.

Instituições globais como a Nasa, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o observatório europeu Copernicus alertaram para os impactos crescentes do aquecimento: eventos climáticos extremos, derretimento de geleiras e aumento do nível do mar. A despeito de um possível arrefecimento temporário em 2025 devido ao fenômeno La Niña, cientistas enfatizam que o aquecimento global só será contido com a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa.

Em Londrina, no Brasil e no mundo, a hora de agir é agora. A mitigação dos impactos climáticos passa por iniciativas locais e globais: políticas públicas que incentivem a preservação ambiental, a transição para fontes de energia limpa, o manejo sustentável dos recursos hídricos e a conscientização da população.

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