O Congresso retomou as atividades na sexta-feira (1) com a maior renovação de nomes e composição de partidos dos últimos anos, o que não significa uma mudança radical na forma de se fazer política no Brasil. Se na Câmara 52% dos deputados que tomaram posse são novatos, no Senado 87% das cadeiras foram ocupadas por novos integrantes. Mas a ampla renovação não tira das mesas diretoras nomes já conhecidos da política nacional.
A posse dos congressistas eleitos em 2018 não pode ser vista apenas como o início de uma nova legislatura. O recado das urnas foi claro. O povo quis romper com velhos caciques e tradicionais oligarquias. E mais do que isso: o jogo começa agora pra valer, considerando que o primeiro mês do presidente Jair Bolsonaro foi o "aquecimento" para o que vem de mais difícil e importante.
A FOLHA já analisou em editoriais anteriores, mas é sempre bom lembrar que é muito difícil um governo fazer sua pauta seguir adiante sem uma boa relação com o Congresso. É o que se espera da democracia. Que as pautas avancem com o debate saudável das diferentes correntes de pensamento, que seja transparente e que o cidadão comum não tenha dificuldades em acompanhar e fiscalizar.
No Paraná, a sexta-feira também foi marcada pela posse na Assembleia Legislativa. Por aqui, a renovação foi menor. Dentre os 54 parlamentares empossados, 20 foram eleitos para seu primeiro mandato no Legislativo estadual; 33 foram reconduzidos e uma deputada voltou após um período de quatro anos. Sem surpresas na eleição da mesa diretora. Com o apoio da maioria dos 54 deputados estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, do PSDB, foi reeleito para um terceiro mandato consecutivo à frente da Casa.
Voltando o olhar para Brasília, já se sabe que uma das primeiras pautas a chegar na Câmara - e umas das mais importantes - é a Reforma da Previdência. Trata-se de um teste duro para Bolsonaro, mas é também a chance do presidente colocar em prova a sua estratégia de negociar com bancadas e não com partidos.

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