O analfabetismo em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de agosto de 2017
Fernanda Gil Souza e Nicolle Matsuo 
Londrina apresenta um elevado número de analfabetos em sua composição estrutural. Em 2010, segundo o censo londrinense do IBGE, o número era de cerca de 18 mil analfabetos, passando a ser em 2017 aproximadamente 23 mil.
A população de Londrina cresceu 9,5%, segundo censo realizado pelo IBGE até este ano, aumentando consequentemente o número de analfabetos. Dentre os motivos desse aumento está o fato de que muitas pessoas vieram para a cidade, seja para a construção civil ou como imigrantes e refugiados.
Para atender essa demanda, o município conta com o EJA (Educação de jovens e Adultos), programa da Secretaria Municipal de Educação. A organização oferece a oportunidade de melhorar a escolaridade daqueles que não conseguiram concluir os estudos ou nunca foram alfabetizados. O EJA trabalha com indivíduos maiores de 15 anos e vai do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, podendo ser realizado em dois anos pelo aluno.
O analfabetismo cria barreiras para o crescimento pessoal e profissional de uma pessoa, gerando aumento de desigualdade social e diminuição da ascensão de classes.
A carência do EJA são as formas de abordagens para cada faixa etária existente dentro da escola. Apesar de estar sempre realizando uma integração entre educandos e educadores, a atratividade ainda é um problema, pois é difícil manter esse aluno em sala.
A evasão de alunos diminuiu entre os índices avaliados de 1,60% para 0,71%, mas ainda é preciso manter a maior quantidade possível de alunos na escola. O maior problema é a falta de conhecimento de onde reside este adulto ou idoso para assim conseguir atingir corretamente esta população com medidas ideais direcionadas para o público específico.
Para adotar estratégias de atração direcionadas ao público específico, é necessário, assim como já realizado em 2006 na cidade de Ponta Grossa, que realize um pequeno censo entre uma parte da população para conseguir atingir o público-alvo.
Outra estratégia é a inserção no programa "Paraná Alfabetizado", que ainda não é feito na cidade. O programa é desenvolvido pelo governo do Estado em parceria com o governo federal, prefeituras municipais e a sociedade civil através de caravanas de alfabetização e mobiliza a população analfabeta a participar do Paraná Alfabetizado. Até 2010, o programa reduziu significativamente o analfabetismo em 34 municípios do Paraná.
Assim é possível concluir que o analfabetismo não proporciona problemas ao indivíduo e sim da sociedade como um todo. Uma sociedade com maior número de analfabetos é menos representada e com menos voz ativa e crítica sobre o ambiente.
As soluções propostas pelos programas adotados nos outros municípios são alternativas possíveis de serem colocadas em prática em Londrina. Com isso, a possível redução de analfabetos no município promoverá uma sociedade mais justa para todos.
FERNANDA GIL SOUZA e NICOLLE MATSUO são estudantes do curso de Administração da Universidade Estadual de Londrina
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