O amor no ambiente de trabalho
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domingo, 28 de junho de 2009
Herika Fondazzi<br>Reportagem Local 
São, em média, oito horas de convívio diário, além de festas e confraternizações da empresa. Não seria exagero dizer que os colegas de trabalho fazem parte constante de nossas vidas. E por esse motivo é inevitável que aconteçam os relacionamentos amorosos dentro do local de trabalho.
Foi assim com os empresários Célia Maria de Carvalho Quadros e Jorge Quadros. Juntos há quase 25 anos, eles se conheceram quando eram funcionários de uma mesma empresa, em Curitiba. ''O setor dela preparava relatórios para o meu. Mas a paquera aconteceu de verdade quando nos encontramos por acaso em uma mesma viagem'', conta ele.
Do namoro para o casamento foram seis meses. ''Na empresa havia uma restrição com relacionamentos entre pessoas de um mesmo setor, o que não era nosso caso. Evitamos comentar sobre o assunto no começo, mas logo todos já sabiam'', diz Célia.
De acordo com a vice-presidente executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná, Alba Anastácio Soares, as empresas não podem proibir seus funcionários de namorarem entre si.
''Mas é importante que os funcionários lembrem que quem se envolve com um colega será muito mais observado e cobrado. O ideal é que pelo menos as duas pessoas não trabalhem no mesmo setor ou tenham relação de subordinação entre elas, para que os outros colegas não se sintam preteridos'', aconselha.
A especialista também lembra de alguns comportamentos que devem ser evitados dentro do local de trabalho. ''Ficar de mãos dadas, se beijar ou manter conversas particulares durante o expediente nem pensar, mesmo no horário de almoço, caso outras pessoas da empresa estejam presentes. Outro conselho é sempre comunicar à gerência caso o namoro aconteça. Esconder nunca é a melhor opção, porque, quando o chefe souber, ficará com um sentimento de falta de confiança. Se os funcionários agirem de maneira adequada, a empresa não pode proibir o relacionamento e nem usá-lo para demitir alguém'', afirma.
Atualmente afastados da empresa onde se conheceram, Célia e Jorge voltaram a trabalhar juntos. Agora ela ajuda na empresa do marido. ''Acho que colegas de trabalho e namorados podem ser muito benéficos para a empresa. No caso da Célia, não existe funcionária melhor, mais dedicada. Apesar de às vezes levarmos trabalho para casa, conseguimos separá-lo da vida pessoal'', comenta Jorge.
Para Alba Soares, diferenciar carreira e amor é fundamental para o sucesso dos dois. ''Particularmente aconselho as pessoas a evitarem os relacionamentos com colegas de trabalho. Os namoros acabam e, às vezes, o clima na empresa pode ficar ruim porque muita gente não sabe lidar com o fim. E se o romance começar, os dois precisam lembrar que deverão manter uma postura impecável para evitar comentários maldosos.''


