O Brasil gastou com a violência no trânsito, em 2014, R$ 56 bilhões. Naquele ano, 43.780 pessoas morreram e cerca de 600 mil ficaram com sequelas permanentes em razão dos acidentes. O número de vítimas fatais foi 2% a mais em comparação a 2013. As informações foram divulgadas nessa quinta-feira (17) pelo Observatório Nacional de Segurança Viária. O total de R$ 56 bilhões inclui todo o custo social com os acidentes, considerando desde o gasto com o atendimento médico (resgate, tratamento hospital, reabilitação), infraestrutura (conserto de equipamentos de trânsito danificados com o acidente e custos com o atendimento da polícia e dos bombeiros) até perdas de produção (previdência e incapacitação do trabalhador). O Paraná está entre os estados com mais mortes registradas em 2014. O número de pessoas que perderam a vida nas rodovias e vias urbanas paranaenses foi de 3.076. São Paulo ficou em primeiro, com 7.032 mortes e Minas Gerais, em segundo, com 4.396. Os três estados concentram a maior frota de veículos do País. Infelizmente, apesar de todo um trabalho de conscientização de instituições, órgãos públicos e veículos de comunicação no sentido de promover a segurança no trânsito, os índices são desanimadores. Segundo a pesquisa apresentada pelo Observatório, todas as regiões brasileiras tiveram aumento nas mortes de trânsito em 2014 em relação a 2013. O maior crescimento foi registrado na região Sudeste. Por outro lado, o número de vítimas fatais diminuiu entre os pedestres e ciclistas. A Folha de Londrina trouxe esta semana reportagem que mostra o trabalho da Polícia Rodoviária Federal (PRF) paranaense na utilização dos radares. Ao invés de priorizar os radares fixos, os policiais decidiram adotar de forma mais sistemática os equipamentos móveis. Dessa maneira, é possível deslocar a equipe para pontos críticos das estradas, que acabam mudando constantemente. Educar o motorista brasileiro para obedecer às regras de trânsito é um trabalho muito difícil e o resultado da pesquisa revela que o Brasil precisa avançar muito para cumprir as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir em 50% o número de mortes no trânsito, em todo o mundo, no período de 2011 a 2020. Especialistas lembram que a fiscalização cresceu e o valor das multas aumentou. Porém, essas medidas só terão o efeito desejado se o poder público investir mais em educação no trânsito.

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