Número de casos de Covid-19 cresce e preocupa
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sábado, 28 de novembro de 2020
Folha de Londrina 
O crescimento rápido do número de confirmações de novos casos de Covid-19 no Paraná obrigou a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) a suspender por 30 dias a realização de cirurgias eletivas no estado, a partir de 1º de dezembro. A medida pretende evitar que faltem leitos hospitalares durante essa nova situação de crise que aponta no horizonte e colocou em alerta hospitais públicos e privados. O HU (Hospital Universitário) de Londrina estava nesta sexta-feira com 75% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados. Não havia mais vagas para isolamento.
É certo que esse crescimento no número de casos se deve ao comportamento humano. O brasileiro não está sabendo lidar com a liberdade devolvida pela flexibilização de serviços e até com a sazonalidade do vírus, identificando os períodos que o vírus se transmite com mais facilidade.
A nova resolução suspende todas as cirurgias com agendamento antecipado. A medida não se aplica a procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia.
Prevendo dificuldades para os próximos dias, é preciso que governos federal, estaduais e prefeituras não demorem para corrigir rotas. Os equívocos passados não devem se repetir, assim como não é mais possível minimizar a gravidade de uma pandemia causada por uma doença, sem remédio até agora para cura, dependendo, portanto, de uma vacina ainda sem data para chegar.
Em Curitiba, a prefeitura anunciou nesta sexta-feira novas restrições ao comércio e o fechamento de bares e casas noturnas. A administração municipal também recomendou a priorização do teletrabalho (home office), trabalho remoto ou qualquer outro tipo de trabalho a distância, quando possível.
Uma coisa é certa. É preciso testar maciçamente a população, recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), que combinada com isolamento social pode realmente achatar a curva de contaminações. Verba para compra de testes deve ser destinada, mesmo porque, segundo dados da Câmara Federal, o Ministério da Saúde deixou de gastar dinheiro reservado para o enfrentamento da Covid, como contratação de médicos, reestruturação de hospitais, compra de testes de Covid-19 para detentos e ações para fomentar agricultura familiar para doação de alimentos.
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