Novos tempos, novos desafios
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Kalinka Amorim e<br>Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Exigências tornam-se maiores a cada dia, seja para quem busca o primeiro emprego, ou para o profissional experiente. O desenvolvimento tecnológico e as mudanças no cenário econômico global impuseram uma nova realidade a todos. Mudar de carreira em determinada época da vida se torna quase inevitável.
Ao longo de quase 30 anos aconselhando executivos demitidos pelas empresas em processos de transição de carreira, José Agusto Minarelli, presidente da Lens e Minarelli, empresa especializada em outplacement e aconselhamento de carreira, já vivenciou de tudo um pouco: diretores de administração que montaram lojas, executivos de finanças que passaram a viver de consultoria e executivos que encontraram o sucesso em outros ramos de atuação.
Por motivos diversos, várias pessoas acabam guinando a carreira para outros rumos, como a engenheira civil Christina Gordilho Tavares, 46 anos, que atuou por dez anos na profissão, até que resolveu mudar. Formada pela Universidade Federal da Bahia, Christina veio para Londrina para trabalhar numa construtora. Pouco antes da empresa fechar, a engenheira foi para São Paulo em busca de aprender alguma atividade nova, quando teve contato com um curso de arte floral e então se apaixonou pela área.
''Pensei em abrir um empreendimento que eu sentia falta no mercado na época em que ainda estava na construtora. Era bastante comum a gente precisar presentear alguém durante as inaugurações dos imóveis e não encontrarmos algo que fosse diferente. Então tive a idéia de abrir a Oficina das Flores em Londrina e hoje eu simplesmente amo o que faço'', comenta.
Na sua loja, Christina comercializa cestas, chocolates, vinhos e diversos outros tipos de presentes, sempre acompanhados de flores, muitas delas importadas de outros países da América Latina. ''Eu sempre gostei da engenharia e até hoje faço consultoria para algumas amigas que vão construir uma casa, avalio plantas, etc. Mas, aqui é um trabalho muito prazeroso porque é muito bom pensar com capricho e cuidado na hora de presentear alguém e eu me sinto feliz em fazer parte disso tudo'', finaliza.
Rosana Cristina Belo de Freitas também descobriu sua vocação fora da área que escolheu na faculdade e na qual trabalhou por um ano. Ela iniciou a faculdade aos 16 anos, período que se considerava muito jovem e inexperiente para ter acertado a profissão. ''Meus pais não quiseram me influenciar na escolha da carreira. Quando terminei os ensinos e retornei para Arapongas, meu pai me chamou para trabalhar com ele na fábrica de móveis da família. Apesar de me sentir despreparada, uma fez que a faculdade que fiz foi de fisioterapia, aceitei'', conta ela.
''Como me sentia um pouco insegura para assumir o que me era confiado, fui cursar mais duas faculdades: administração de empresas e ciências contábeis'', conta ela, que vê hoje a experiência na área de fisioterapia uma contribuição para o trabalho atual. ''Ter trabalhado um ano como fisioterapeuta acabou, indiretamente, contribuindo para o trabalho de hoje, onde a preocupação com a ergonomia e a qualidade dos móveis que a empresa fabrica é fundamental'', diz ela, alegando que se identificou rapidamente com a mudança. ''Hoje sou totalmente realizada com o trabalho que desempenho aqui'', finaliza.


