O administrador de empresas curitibano Marcelo Campos, 37 anos, mudou-se para São Paulo, a pouco mais de dois anos, para assumir a gerência de marketing de uma multinacional. O cargo hoje é bem-vindo e encarado com mais tranquilidade, mas nem sempre foi assim. Quando trabalhava em outro local, precisou ''rebolar'' para comandar uma equipe que continha colaboradores até com quase o dobro da idade dele. ''Ser promovido com pouca experiência pode ser um episódio desastroso para uma carreira''.
Campos conseguiu dar conta do recado, mas ele atribui ao sucesso a maturidade que foi abrigado a ter após a morte do pai, quando tinha 14 anos. ''Comecei a trabalhar cedo e a entender algumas coisas de maneira precoce em relação aos outros garotos da mesma idade'', relembra. Hoje, percebe que aprender é constante. ''A competição deve acompanhar a maturidade porque quando se comete erros, a responsabilidade é sempre sua''.
Um mito, porém, que, segundo coaching de executivos, Carla Mello, persiste e que não está tão furado quanto os outros é o fim do emprego. ''A relação irá mudar: o profissional passará a receber por trabalho prestado, pois há uma diminuição das vagas de emprego e uma crescente procura por prestação de serviços'', conta.
Para ela, os novos formandos devem se preocupar em fazer uma carreira estável e densa, para se adequar a diversidade do mercado. Não colocar todos os ovos na mesma cesta, é o conselho da preparadora de executivos. (C.P.)

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