Quatro novos cursos de Medicina deve ser criados em instituições privadas de ensino superior do Interior do Paraná nos próximos anos. Um projeto para autorizar essas novas graduações está em andamento no Ministério da Educação (MEC) e faz parte do Programa Mais Médicos, do governo federal, que visa levar esses profissionais para cidades carentes.
Instituições de ensino de Campo Mourão (Centro-Ocidental), Guarapuava (Centro-Sul), Pato Branco (Sudoeste) e Umuarama (Noroeste) aguardam visitas técnicas de representantes do MEC. As comissões formadas pelo ministério avaliarão as condições para implantação dos novos cursos. Algumas universidades já têm projetos para formação de médicos e aguardam há anos autorização para abertura das vagas. Na região de abrangência
desses quatro municípios vivem hoje cerca de 1,7 milhão de pessoas.
A criação de novos cursos de Medicina é considerada por muitos
especialistas como uma medida decisiva na luta contra a escassez de profissionais da área de saúde, principalmente em cidades menores do interior do País. Por outro lado, algumas lideranças não concordam que as novas vagas de graduação resolverão o problema, pois o deficit estaria relacionado à falta de infraestrutura das unidades públicas de saúde.
Mas basta verificar a grande concorrência de candidatos/vagas nos
vestibulares de Medicina de todo o País para saber que há muita gente interessada na profissão. Por conta disso, é motivo de comemoração a ampliação de vagas em faculdades já existentes e abertura de novos cursos.
Porém, é preciso levar em consideração alguns pontos importantes. O Brasil tem 1,8 médicos para cada mil habitantes e a distribuição é desigual. Assim, não basta apenas criar novas escolas, é preciso levá-las para onde há falta de profissionais e incentivar os recém-formados a continuarem morando naquelas localidades. As novas as faculdades de Medicina terão que se preocupar em oferecer bons programas de pós-graduação e os órgãos públicos, planos interessantes para crescimento na carreira profissional.
Outra atenção é com o corpo docente e o corpo clínico dos
hospitais-escola. Se está difícil atrair até mesmo médicos recém-formados para atuar nas regiões mais afastadas, como levar um número suficiente de professores com mestrado e doutorado para o interior do Brasil?

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