O aumento da renda das famílias e a consequente melhoria da qualidade de vida da população já começa a ser traduzida em números. Reportagem de hoje desta FOLHA aborda os novos serviços consumidos pela festejada classe C. Um novo grupo de consumidores que se mostra ávido por serviços e produtos de qualidade. De acordo com dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse público representa 20,37% das famílias londrinenses. O órgão considera classe C pessoas com renda familiar mensal de R$ 1.200 a R$ 5.174.
Essa população é a que mais cresce no Brasil. Dados da Pesquisa Nacional de Amostras a Domicílio (PNAD), do IBGE, atestam que entre maio de 2010 e maio deste ano, cerca de 3,6 milhões de pessoas ingressaram na classe C, o que representa pouco mais de 55% da população. Embora esse fenômeno seja bastante positivo, ainda é preciso reduzir a desigualdade social. Esse mesmo levantamento aponta que enquanto 22,5 milhões de pessoas estão no ''topo da pirâmide'', outras 24,6 milhões pertencem à classe E (com renda familiar mensal de R$ 751) e 16,2 milhões de brasileiros estão abaixo da linha de extrema pobreza, com rendimentos de até R$ 70 mensais. É um número muito alto e que afirma que esse cenário precisa ser modificado com urgência.
Os programas de distribuição de renda do governo federal e os estímulos à economia contribuíram sobremaneira para a melhoria de condições de vida da população. Se até o final da década de 90, a taxa de desemprego estava acima dos dois dígitos, agora o percentual é de cerca de 6%, próximo ao índice considerado de ''emprego pleno''. O programa enfrentado agora mudou de ângulo. Não falta mais oferta de emprego. Pelo contrário, nas agências sobram vagas, faltam trabalhadores qualificados. Por isso, é preciso insistir no desenvolvimento de projetos que foquem na qualificação profissional. Ainda há uma parcela da população que não completou o ensino fundamental, o que é inadmissível para um país que busca o desenvolvimento econômico.

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