O governador reeleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), tomou posse para o segundo mandato com a promessa de austeridade. O objetivo, segundo ele, é aperfeiçoar a gestão pública e promover um controle maior de gastos. Além disso, no final do ano passado, a Assembleia Legislativa aprovou um outro pacote de medidas, entre elas, que autorizava a extinção de cinco secretarias – serão mantidas 23 pastas – e o aumento de impostos como o IPVA.
Desde que assumiu o primeiro mandato, Richa sempre alertou para as dificuldades financeiras do Estado. Outro problema foi o relacionamento com o governo federal, que dificultou a liberação de empréstimos e pouco investiu no Estado com o intuito de favorecer a candidata petista Gleisi Hoffmann. Agora, com as medidas anunciadas na quinta-feira e com a nova equipe de secretários montada – e motivada – espera-se que o Paraná consiga enfrentar a crise e se sobressair com uma gestão técnica e moderna.
A FOLHA traz na edição de hoje um quadro completo do secretariado estadual. Entre os escolhidos há nomes de perfil político e técnico. Em análise, cientistas políticos consideram que "na linha de frente" estão parentes – como o irmão de Beto, José Richa Filho (Infraestrutura); a esposa do governador, Fernanda Richa (Família); e o ex-prefeito de Maringá Silvio Barros (Planejamento), que é cunhado da vice-governadora eleita Cida Borghetti. Também há aliados como Eduardo Sciarra, Fernando Francischini, Abelardo Lupion, Douglas Fabrício e Ratinho Jr.
No entanto, a manutenção de Norberto Ortigara (Agricultura), Maria Tereza Uille Gomes (Justiça, Cidadania e Direitos Humanos) e João Carlos Gomes (Ciência e Tecnologia) e da nomeação de Mauro Ricardo Costa (Fazenda) e Fernando Xavier Ferreira (Educação) são elogiadas. São nomes técnicos que podem ajudar na implantação de uma gestão pública mais eficaz.
A composição de uma boa equipe nas secretarias é importante porque diariamente nestes próximos quatro anos será decidido o presente do Estado e o planejamento do futuro. Toda secretaria ou assessoria tem função indispensável à gestão e à própria população para definição e implementação de políticas públicas e, por isso, de perfil técnico ou indicação política, é fundamental que seja comandada de forma eficiente.

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