As capitais brasileiras devem ganhar mais 1.400 quilômetros de ciclovias até o ano de 2016. Esse número significa o dobro da infraestrutura que existe hoje para bikes nos 24 municípios pesquisados pelo jornal Folha de S. Paulo. Atualmente, as capitais têm 1.697,7 quilômetros de ciclovias. O estudo mostrou que a previsão de ampliar a malha nos próximos dois anos atinge 22 das 24 localidades. Se as previsões se confirmarem, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) vai se manter líder em ciclovias entre as capitais brasileiras, com 450 quilômetros. Hoje os cariocas dispõe de 380 quilômetros.
Se conseguir realizar o projeto, Curitiba vai saltar dos atuais 181 para 427 quilômetros e São Paulo passará de 205 para 400 quilômetros. Salvador (BA) pretende crescer de 101,1 para 350 quilômetros, Belo Horizonte (MG) de 74,4 para 220 quilômetros e Fortaleza (CE) de 116,4 para 216,6 quilômetros. A capital de Roraima, Boa Vista, que hoje não conta com ciclovias, deve construir 44,6 quilômetros até 2016. Em Florianópolis (SC), o avanço será tímido. A prefeitura projeta apenas 200 metros de uma nova via, passando de 52,8 para 53 quilômetros. As únicas que não pretendem ampliar vias exclusivas para bicicletas são Porto Velho (RO) e Manaus (AM) que contam, respectivamente, com 10,8 e 5,9 quilômetros.
O preço do combustível, a preocupação com o meio ambiente e o desejo de fazer exercício físico ao ar livre fizeram com que os brasileiros se voltassem para a bicicleta. Cada vez mais há o estímulo para o uso da "magrela" como meio de transporte e para lazer. Há expectativa de que as vendas de bikes aumentem nos centros urbanos e diante dessa demanda surge a discussão: quando as ciclovias são necessárias? Antes de se debruçar em projetos de ciclovia, é necessário que prefeitos e lideranças busquem informações técnicas. Às vezes, é preferível investir em rotas compartilhadas e faixas exclusivas para ciclistas.
Nas grandes cidades, a expansão das ciclovias deve ser comemorada se o projeto for de qualidade. A primeira pergunta a fazer é se a rota é realmente útil e será usada pela população. Não se pode descuidar também das manutenções. E o mais importante é educar motoristas, pedestres e os próprios ciclistas para uma boa convivência.

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