A 48ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Integração, abalou as estruturas do setor de pedágio no Paraná. É a primeira operação da Lava Jato em 2018 e foi deflagrada para apurar crimes de corrupção, lavagem de ativos e fraude a licitações ligados às concessões do Anel de Integração, que liga as rodovias pedagiadas do Estado. Dois executivos ligados ao grupo Triunfo, que responde pela Econorte (uma das seis operadoras do Anel de Integração), foram presos pela Polícia Federal. São eles: Hélio Ogama e Leonardo Guerra. O diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, Nelson Leal Júnior, também foi detido. Por meio de perícias técnicas, o Ministério Público Federal identificou um superfaturamento de até 89% no valor da tarifa. Nessa operação, só a Econorte é investigada. A companhia administra três praças de pedágio no Norte Pioneiro e aplica as duas tarifas para automóveis mais caras no Estado: R$ 22,00 na praça de Jataizinho e R$ 20,30 na praça de Jacarezinho. Além disso, o preço praticado pela Econorte é o 11º mais caro do País, segundo informações da ABCR, a associação que representa as concessionárias. O preço por quilômetro praticado pela Econorte é R$ 0,17 enquanto a média do quilômetro no Paraná é R$ 0,13. No Brasil, a média fica em R$ 0,12. Os últimos acordos firmados pela União ficaram bem mais vantajosos para os usuários, pois o preço do quilômetro saiu, em média, R$ 0,05. O pedágio tem histórico complicado no Paraná, com alto valor e negociações pouco compreensivas no decorrer desses 20 anos. Comparações são delicadas. É preciso levar em conta que esses primeiros contratos foram feitos em uma outra época, com uma economia e juros diferentes. O que não desobriga as concessionárias de explicarem melhor os altos valores praticados. E o preço é justamente o motivo constante de insatisfação entre os usuários, assim como a qualidade das estradas. Está comprovado que existe uma grande diferença no preço das tarifas praticadas pelas concessionárias brasileiras. Agora, é preciso explicar bem o motivo.

mockup