Notícias falsas “made in” Paraná
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sábado, 20 de julho de 2019
Folha de Londrina 
Alguns chamam de desinformação, outros de contrainformação e há quem fale em guerra ideológica. Estamos falando das fake news e engana-se quem pense que elas são fabricadas apenas em escritórios obscuros de uma localidade remota. As notícias falsas também vêm ganhando um contorno regional e só nas últimas semanas a Folha de Londrina produziu algumas matérias alertando seus leitores a respeito de conteúdos enganosos que estavam circulando nas redes sociais e tratavam de fatos e locais do Estado. É trabalho da imprensa ajudar a sociedade a identificar e combater esse conteúdo mentiroso com roupagem de notícia. E cabe ao cidadão buscar a informação verdadeira em veículos de comunicação consolidados pela apuração com ética e técnica jornalística.
Quanto mais impactante for a mentira, mais espaço ela ganhará nas redes sociais ou em grupos de mensagens instantâneas. Por que elas são criadas? Para influenciar opiniões, monetizar em cima de cliques ou até mesmo por brincadeira. Na semana passada, os grupos de mensagens instantâneas entraram em turbulência quando circulou um áudio dizendo que a ponte Ayrton Senna, que liga Brasil e Paraguai, tinha caído. A suposta informação foi desmentida pela própria Polícia Rodoviária Federal, que precisou deixar de lado, por um período de tempo, o trabalho de zelar pela segurança nas estradas para desmentir o boato. Junto ao áudio, seguiu a imagem de uma ponte derrubada por uma balsa. Mas era no município de Acará, no Pará.
O Detran-PR também foi alvo de fake news, falando que o horário de atendimento teria sido estendido, quando na verdade ele continuava recebendo o público das 8 às 14 horas. Novamente, um órgão público precisou desmentir a informação falsa e sabe-se lá quantas pessoas procuraram o Departamento de Trânsito em horário errado.
A Santa Casa de Londrina também foi alvo das fakes que anunciavam mutirões cirúrgicos fictícios para vasectomia, laqueadura, implante de DIU e operações plásticas. Mais recentemente, um novo boato genuinamente pé-vermelho: a doação de antigas poltronas de um cinema desativado de Londrina.
A prática de compartilhar fake news é um grande perigo para a sociedade à medida em que dissemina mentiras como se fossem vírus. E o pior é que qualquer pessoa ativa nas redes sociais ou nos grupos de mensagens podem, mesmo sem intenção, ajudar a proliferar boatos que não são inofensivos. Criar notícias falsas é um trabalho elaborado, que requer conhecimento técnico e envolve organizações criminosas que visam influenciar decisões econômicas e políticas ou ganhar dinheiro.
O fenômeno da desinformação torna o jornalismo, hoje, mais necessário do que ontem. Um jornalismo que informe, esclareça, seja extremamente útil à sociedade e ajude o cidadão a entender o momento atual.
A apuração séria e a informação de qualidade são as ferramentas da FOLHA para combater as notícias falsas. Obrigado, leitor, pela preferência!


