Um estudo comparativo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocou o Brasil em uma posição bastante insatisfatória em relação a outras 14 nações com semelhantes características econômico-sociais ou posicionamento no mercado internacional. Um dos fatores que mais pesou negativamente na competitividade brasileira é o custo do capital. Em relação aos outros países analisados, os juros reais e o spread bancário são os maiores no Brasil. Pior, eles chegam a custar três vezes mais do que a do segundo pior concorrente.
A Colômbia, 14ª colocada em ambos os quesitos, tem 3,2% de taxa de juros real de curto prazo e 6,2% de spread bancário, que é a diferença entre a taxa de empréstimo cobrada por instituições financeiras e a rentabilidade de aplicações para correntistas. Respectivamente, os índices são de 9,7% e 19,6% no Brasil. Em sua pesquisa, a CNI usou o ano de 2013 como referência.
A entidade analisou também a relação educação e produtividade. Segundo a pesquisa, o Brasil é o sexto entre 13 países e+m valores gastos com educação, mas é penúltimo entre dez na disseminação da educação e décimo entre 12 na qualidade da educação. Economista ouvidos pela reportagem da Folha de Londrina, que trata hoje desse tema, comenta que entre os 15 países analisados, O Brasil é um dos que mais investe em educação, mas o resultado desse investimento não aparece, provavelmente porque falta qualificar melhor o corpo docente e investir mais no ensino médio e básico.
O baixo nível educacional do trabalhador é, talvez, um dos fatores que levem o País a apresentar baixa produtividade, outro obstáculo para o nosso crescimento
O ranking da competitividade da CNI colocou o Brasil na penúltima posição no quesito infraestrutura e logística. Nós ficamos com notas baixas em qualidade de rodovias, infraestrutura ferroviária, serviços oferecidos pelos portos e transporte aéreo.
Se por um lado é necessário que o poder público e as próprias empresas invistam mais em tecnologia e inovação, é importante que o Congresso discuta efetivamente uma reforma tributária e que os governos invistam realmente em infraestrutura e educação.

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