Jornais brasileiros publicaram com destaque nos últimos dias a notícia de que dois bancos de investimentos norte-americanos – Merrill Lynch e Morgan Stanley – rebaixaram a classificação do Brasil diante da escalada do candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Planalto. Para os dois bancos, as ‘‘incertezas’’ quanto ao futuro econômico do País geradas pelo desempenho petista nas pesquisas eleitorais recomendam ‘‘cuidado’’ dos investidores internacionais em fazer negócios no Brasil.
Em primeiro lugar, a teoria não encontra respaldo de bancos realmente especializados em classificar risco de países – como Moody’s, Standord & Poor’s e Fitch, que já declararam não incluir pesquisas eleitorais em seus critérios de avaliação. Além disso, o rebaixamento precipitado da ‘‘nota’’ do Brasil pelos dois bancos de investimentos pode forçar o governo – tucano, pelo menos até o final do ano – a aumentar os juros para segurar o rico capital externo no País. Neste caso, não é preciso pensar muito para saber quem ganha.
A menos de seis meses das eleições, quem tem mesmo que tomar cuidado é o eleitor com a avalanche de informações distorcidas, ameaças veladas, denúncias levianas e pesquisas suspeitas que costumam inundar o noticiário nessa guerra pouco santa pelo voto.
Ruth Meira

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