'Nosso país discrimina por cor, gênero e classe social'
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de novembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Em uma nação em que o regime de escravidão escreveu grande parte da história e as políticas de inclusão para combater a desigualdade de cor sempre deixaram a desejar, são ainda atuais e necessárias as reflexões sobre o racismo, a fim de que haja ações efetivas para a promoção de uma nação com igualdade.
O debate acerca da questão racial ganhou força com a instituição, no ano passado, do 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra. O que torna esse período propício para colocar em destaque as questões que permeiam o tema do racismo em todo o País.
Para a jornalista Rosane Borges, doutora em Comunicação e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no entanto, há mais que se reivindicar do que se comemorar. Apesar de ser uma data histórica, importante para todos os brasileiros, ela destaca que os negros ainda vivem em condições de desvantagem em comparação com a população branca.
A tese pode ser comprovada em números. Quando se considera somente a população branca, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, que ocupa a 79 posição no ranking mundial, sobe para o 38º lugar, revelando uma melhora quando há uma segregação por raça. Quando considerada apenas a raça negra, o índice piora e cai para a 114º posição.
''Se a população negra fica aquém nos dados do IDH é porque falta a ela instrumentos para participar e ter acesso aos bens materiais e simbólicos do País'', aponta.
Leia a entrevista completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.


