Normas e fiscalização para o balonismo turístico
Grave acidente em Santa Catarina chamou a atenção para essa prática que cresce no Brasil
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terça-feira, 24 de junho de 2025
Grave acidente em Santa Catarina chamou a atenção para essa prática que cresce no Brasil
Folha de Londrina 
Um grave acidente com um balão, que caiu na cidade de Praia Grande, em Santa Catarina, matando oito pessoas, chamou atenção para uma lacuna regulatória no turismo de aventura no Brasil. Atualmente, a prática de balonismo é considerada uma atividade aerodesportiva pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas vem crescendo como atração turística em regiões de beleza natural, com apelo cênico, como os cânions entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No entanto, é preciso que a atividade conte com normatização adequada que trate da segurança dos envolvidos.
Vinte e uma pessoas estavam a bordo do balão, incluindo o piloto. Treze pessoas sobreviveram à queda e foram levadas para hospitais próximos. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o balão pegando fogo e despencando.
Segundo a prefeitura, os voos duram em média de 40 a 50 minutos, de acordo com a condição do tempo na hora do voo. Na manhã daquele sábado, o tempo era de céu claro, sem nuvens, em Praia Grande.
Este não foi o primeiro acidente com balão na região. Em janeiro de 2023, um deles caiu entre Praia Grande e São João do Sul, também em Santa Catarina, deixando o piloto e um casal de turistas feridos.
Informações iniciais apontaram que no caso do acidente do último sábado, o fogo teria começado a partir do maçarico auxiliar utilizado para acender a chama principal do balão.
De acordo com que o piloto teria informado à polícia, ao perceber o descontrole, ele teria ordenado que todos pulassem do balão. Ele e mais 12 tripulantes conseguiram escapar e a diminuição do peso teria feito com que o balão subisse novamente com as 8 vítimas que não conseguiram desembarcar. Um sobrevivente também relatou que o extintor de incêndio falhou no momento do incêndio.
A ausência de parâmetros regulatórios para essa atividade no Brasil permite que voos turísticos — realizados com passageiros pagantes — ocorram “por conta e risco dos envolvidos”, conforme admitido pela própria Anac. Tal situação é muito alarmante.
É preciso estabelecer um marco legal que defina critérios técnicos para a operação, qualificação dos pilotos, manutenção dos equipamentos e fiscalização permanente, fatores essenciais para transformar o balonismo turístico em uma prática segura e confiável.
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