Quatrocentos e trinta e dois pacientes de Londrina e região estão na fila para receber transplante de rim. No Estado, o total chega a 2.027 pacientes. A falta de doadores é hoje a principal dificuldade para a Central de Transplantes, que atua desde 1998. Segundo a coordenadora da Regional Norte da Central, Ogle Beatriz Bacchi, a estatística está na média do País. ''Sobretudo se considerarmos o número de habitantes das cidades de abrangência da regional.

A Regional Norte atende mais de 1,7 milhão de habitantes de 98 cidades. Possui sete centros de captação de órgãos: Santa Casa e hospitais Evangélico e Universitário, em Londrina, e os hospitais São Franciso, em Cambé, João de Freitas, em Arapongas, e Providência, em Apucarana. Segundo Ogle, a estrutura é organizada e não faltam equipamentos e profissionais para retirada e distribuição dos órgãos.

Desde o ano passado, 28% dos potenciais doadores são aproveitados. Em 2001, por exemplo, este índice era de 40%. Para Ogle, a obrigação prevista em lei no governo Fernando Henrique Cardoso afastou eventuais colaboradores. ''Hoje, após ajustes na legislação, a doação só é feita com concordância da família'', afirmou. ''Em geral, é comum haver resistência por parte dos familiares, o que inviabiliza a retirada do órgão. Mas só há a desistência quando falta informação'', afirmou Ogle. Para o médico Altair Mocelin, o doente tem a prerrogativa de decidir entre o transplante ou a terapia substitutiva, a diálise. O procedimento é feito três dias por semana, quatro horas cada vez.''O importante é o sucesso do transplante. Não somente fazer mais um'', completou. ''O transplante resgata a totalidade do indivíduo. Não depende só de fatores técnicos, mas da solidariedade'', destacou Ogle.

Até maio, foram feitos na região de Londrina quatro transplantes de doador cadáver e oito de doador vivo. No ano passado, a região registrou doze doações de cadáver e oito de doador vivo. As estatísticas se referem aos transplantes intermediados pela Central de Transplantes do Paraná. A instituição também é responsável por outros tipos de transplante, como córnea, coração e fígado.

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