No México, pobres se multiplicaram
A idéia da Alca foi lançada pelos líderes de 34 países das Américas do Norte, Central e do Sul e Caribe durante a 1 Cúpula das Américas em Miami (EUA) em dezembro de 1994. O tratado foi anunciado como um mecanismo para unir a economia do hemisfério e aumentar a integração social e política entre os países, se baseando no mesmo modelo de livre comércio da América do Norte o Nafta, que reúne EUA, Canadá e México. O novo bloco seria uma expansão do Nafta, cujos resultados até agora dão mais um forte argumento à ala que defende a saída do Brasil das discussões da Alca.
No México, pilar mais fraco do Nafta, oito milhões de famílias ficaram mais pobres após a assinatura do acordo econômico, segundo dados divulgados pela Campanha Nacional contra a Alca. Antes de 1994, ano em que o acordo entrou em vigor, 49% dos mexicanos viviam na pobreza. Hoje, são 75% de pobres no país. Para o movimento contra a formação do bloco, haverá uma mexicanização do Brasil com a Alca em vigor.
As negociações entre os 34 países mais o Caribe estão previstas para estarem concluídas até 2005, mas há uma pressão dos Estados Unidos para que os termos do acordo sejam aprovados na 4 Cúpula das Américas, que será realizada em abril de 2003 em Buenos Aires. E não é para menos. Concretizada, a Alca se tornaria a maior zona de livre comércio do mundo, com uma população de 800 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 11 trilhões.





