Quando a Sercomtel começou a trabalhar com telefonia celular em Londrina, os clientes pagavam o equivalente a 2 mil dólares por aparelhos que pesavam de 400 a 500 gramas. Os celulares de então, analógicos, não indicavam em seu visor quem estava chamando, não tinham caixa postal e era necessário andar sempre com duas baterias, porque a bateria de níquel-cádmio tinha o que se chamava de ''vício''.
Programadas para serem carregadas a cada 24 horas, as cargas só podiam ser realimentadas quando acabavam totalmente. Se eram recarregadas faltando uma hora para se esgotarem, passavam a trabalhar em períodos de 23 horas. Se eram recarregadas a duas horas do limite, seu período passava para 22 horas. Parece coisa da idade da pedra, mas era tecnologia de ponta há onze anos.
''O volume da produção aumentou, novos fornecedores surgiram, a concorrência foi se acirrando e a tecnologia se desenvolvendo'', explica Flávio Borsato, diretor de engenharia da Sercomtel Celular, para justificar o barateamento do celular. (F.G.)

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