Neurologista prega incentivo à cultura da pesquisa
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sábado, 05 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
Uma das mais respeitadas pesquisadoras brasileiras na área de nanoneurologia e transplante autólogo de células-tronco, Doralina Guimarães Brum Souza afirma que a pesquisa brasileira nunca recebeu tantos investimentos e que o setor nunca viveu um momento tão promissor. A médica, que atua principalmente no tratamento de doenças neurodegenerativas e trabalhou por mais de 10 anos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, assumiu recentemente o cargo de docente assistente de neurologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu. Doralina esteve em Londrina recentemente para integrar banca de defesa de dissertação de mestrado na área de esclerose múltipla, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
''Vivemos um momento único e fantástico. Basta ver os editais. Há grandes programas praticamente implorando que nós, profissionais, façamos conexões com instituições do exterior, para trazer tecnologias e também para produzi-las'', observa a médica. Ela diz que tem visto o Brasil melhorar, as coisas acontecerem, mas alerta que é preciso estar atento, correr atrás. ''Quem se propõe a fazer projetos, hoje, consegue recursos. Este é o modelo que deve ser desenvolvido'', defende.
A pesquisadora reconhece, porém, que ainda há muitas falhas a serem corrigidas. Uma delas refere-se aos talentos brasileiros que foram para o exterior e não voltaram. Segundo Doralina, muitos tentam retornar, mas não há nada efetivo que os incentive a isso. ''Por que não se faz uma chamada dos pesquisadores brasileiros dispostos a voltar ao País?'', questiona.
Leia a entrevista completa realizada pela repórter Silvana Leão


