Nenhum grande projeto para melhorar IDH
Subir no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é importante para o Brasil, mas não figurando em 70º lugar, muito abaixo da Argentina, México, Cuba e Costa Rica. Inexplicavelmente - porque é um país rico e com grande produção de alimentos e de outras riquezas - o Brasil continua uma nação pobre, prenhe de bolsões de miséria extrema e de um índice de violência assustador. É, portanto, subdesenvolvido, como sempre foi, embora tenha regiões prósperas, destacadamente no Sul.
O mal é que, se depender do Governo, não há indício de que o padrão se elevará, porque nada está sendo feito nesse sentido. Pontifica o assistencialismo, do qual o governante-mor tanto se vangloria, mas sabe-se que isto é apenas uma campanha populista que não emancipará a grande camada de indigentes. A estatística aponta que eles somariam 40 milhões, mas se for somada toda a massa de semi-analfabetos e das pessoas de baixo preparo profissional e de baixa politização, eles chegam a 1/3 da população. Os governantes não têm uma consciência formada sobre o que seja desenvolvimento humano, no sentido de qualidade de vida e de emancipação do indivíduo, porque não conhecem a realidade dos países desenvolvidos.
O Governo, campeão em arrecadação de impostos, tem muito dinheiro em disponibilidade, inclusive para a educação, a saúde, a moradia, mas não sabe sequer elaborar projetos de empreendimentos nesse sentido e assim as verbas pertinentes nem chegam a ser usadas na totalidade. As realizações estão sempre aquém do dinheiro arrecadado. Fácil é gastar no supérfluo, na grande festa pública, nos passeios presidenciais pelo mundo, no abastecimento da corrupção, que vai alimentando as conveniências individuais dos políticos, anula ideais reformistas e assim o tempo vai passando e tudo ficando como sempre foi.
O índice de desenvolvimento da nação brasileira continua apenas médio, embora o triunfalismo diante do relatório da ONU que elevou o Brasil um ponto porcentual no IDH, tirando-o do fosso profundo para situá-lo em posição de poder respirar. Apenas isso. Não é só a Organização das Nações Unidas que sabe da verdadeira situação brasileira mas sobretudo a população deste país, que convive com os redutos da miséria e da violência e não vislumbra pela frente nenhum horizonte de mudança, porque nada de infra-estrutural está sendo feito. Não se conhece no Governo nenhum grande projeto em nenhuma área. Apenas o marasmo, a ganância arrecadadora (como se observa agora com a obsessão pela CPMF), as barganhas e a corrupção sempre imperantes e o presidente Lula achando que é o melhor dos governantes e que o Brasil sob o seu comando vai muito bem.





