Nem direita, nem esquerda
O Brasil corre um sério risco de se tornar um País burro. Isso devido a classe política, que se perdeu entre a direita e a esquerda. Não é difícil encontrar um político da direita que hoje está na esquerda. Ou o contrário. Caso do PSDB, que hoje é governo e no passado foi oposição.
Seria correto que os políticos se baseassem em seus ideais para se manter no poder. Como os interesses pessoais se sobressaem, eles se adaptam ao momento e ao governo que está no comando.
Reportagem recente na Folha evidencia que a desilusão com a classe política e a falta de um clareamento dos ideais partidários não estimula novos líderes em concorrer aos cargos do poder.
A mesma sensação pode ser observada pelos eleitores. A cada dia, pesquisas dão conta do aumento no número de votos nulos, brancos e indecisos. Na hora de votar, o eleitor não reconhece o homem que está atrás do político. Não se sabe, ao menos, se ele é da direita ou da esquerda.
O risco, no futuro, é ter uma única classe de políticos e com poucos interessados na disputa. Sem os dois pólos, que gera a discussão e a democracia, corre-se o risco de um país unânime. E como sabemos, toda unanimidade, principalmente a política, pode ser considerada, no mínimo, como uma farsa, pois os debates tornam-se desnecessários.
Mauricio Della Barba





