Nelson Piquet fala das provas da BPR no Brasil
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Livio Oricchio<br>Agência Estado 
Em março de 94, o alemão Jurgen Barth e os franceses Patrick Peter e Stéphane Ratel organizaram, em Paul Ricard, na França, uma corrida para carros do tipo Gran Turismo, ou GT. O interesse foi tanto que os três utilizaram-se da primeira letra de seus sobrenomes para criar o Campeonato BPR. É essa competição, onde participam veículos de pequena produção e elevadíssima performance, como a McLaren-BMW GT F1, a Ferrari F-40, o Porsche 911 GT1, o Jaguar XJ220 e a Lotus Spirit, que Nelson Piquet está trazendo para o Brasil.
Ontem, em São Paulo, Piquet falou sobre a categoria (ele pilotará uma McLaren) e como serão as provas nos dias 8 e 15 de dezembro, em Curitiba e Brasília.
Na última etapa do BPR deste ano, em Zhuhai, nada menos de 120 mil chineses foram à loucura com tamanha manifestação capitalista. A corrida inaugurou o autódromo da cidade, localizado a cerca de 100 quilômetros de Hongcong. A dupla de campeões de 96 já era conhecida: Ray Bellm e James Weaver haviam conquistado o título na corrida anterior, a 11ª do ano, em Nogaro, na França, com uma McLaren.
As etapas de Curitiba e Brasília devem reunir cerca de 25 carros. Piquet fará dupla com o venezuelano Johnny Cecotto. Em vez de quatro horas de duração, a versão brasileira do BPR terá apenas duas horas. Isso porque as duas provas serão mostradas ao vivo no programa Esporte Espetacular da Rede Globo. Além de Piquet, Ricardo Rosset, que correu este ano na equipe Arrows de F-1; Max Wilson, sensação do ITC em Interlagos; e Tarso Marques, contratado pela Minardi, entre outros, negociam o aluguel desses carros capazes de desenvolver cerca de 640 cavalos e atingir em circuitos como o de Le Mans velocidades próximas dos 340 km/h. Nosso objetivo é a inclusão do Brasil no calendário da BPR em 97 - disse Piquet.


