Não é que os governantes mundiais estejam despreocupados em relação ao problema das mudanças climáticas. O que ocorre é que as negociações entre eles, visando diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa, progridem lentamente. Tão lentamente que, desde a primeira Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, até a segunda, em Johannesburgo, África do Sul, que reuniu em agosto deste ano mais de 100 chefes de Estado, as emissões de carbono cresceram 10% em todo o mundo e, especificamente nos Estados Unidos, registraram um aumento de 18%.
Divididos entre industrializados, de um lado, e ''em desenvolvimento'', do outro, os países, representados por seus delegados, tentam chegar nessas reuniões mundiais a um consenso difícil, que é decidir de que forma o planeta vai progredir daqui para frente. O Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, que prevê uma redução, até 2012, de 5,2% sobre os níveis de 1990 na emissão dos gases que intensificam o efeito estufa, seria um passo importante na definição de um novo caminho de desenvolvimento. Contudo, alguns países resistem em homologar o Protocolo. Entre eles, o de maior peso, os Estados Unidos.
Nem tudo, no entanto, está perdido. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas, três dos países ricos Alemanha, Inglaterra e Luxemburgo conseguiram manter pelo menos em níveis estáveis, nesses últimos 10 anos, suas emissões de carbono. E, nos Estados Unidos, que afirmam estar prontos para executar, a partir de 2003, um programa paralelo de redução, a iniciativa privada já tomou a frente. 28 grandes empresas norte-americanas criaram o ''Chicago Climate Change'', que pretende reduzir as emissões de dióxido de carbono no país em 2%, sobre os níveis de 1999, e em 1% a cada ano, a partir daí.

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