Necessidade de reforma
A crise econômica enfrentada pelo País juntamente com os recorrentes aumentos do deficit das contas públicas trouxe à discussão assuntos incômodos. Embora estivesse na pauta do Congresso Nacional, a Reforma da Previdência há anos tem sido adiada. O assunto começou a ganhar corpo ainda no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), mas a impopularidade da petista tanto entre os parlamentares quanto entre a população empurrou o tema mais uma vez. Agora, já com nova equipe econômica a reforma voltou ao centro dos debates.
Interessante citar que pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria aponta que 65% dos entrevistados concordam totalmente ou parcialmente com uma idade mínima para aposentadoria mas, contraditoriamente, 75% não acham necessário que as pessoas se aposentem cada vez mais tarde, por causa do envelhecimento da população. Estas são apenas algumas das indicações que apontam o quanto o tema é polêmico e para as dificuldades que serão enfrentadas pelo governo para levar adiante o assunto.
Se entre a população há muitas contradições a serem esclarecidas, entre especialistas a necessidade de reforma é consenso. Trata-se de tema urgente, como afirma reportagem da FOLHA. É certo que deve-se corrigir distorções e implantar novas regras que deixem o sistema mais equilibrado. No entanto, o ponto da discórdia entre governo e trabalhadores é a implantação de idade mínima e a validade da proposta. Centrais sindicais querem que as mudanças sejam válidas para pessoas que ainda não ingressaram no mercado de trabalho, que o governo discorda. A idade mínima já ocorre apenas para funcionários públicos, mas pode ser estendida também para trabalhadores da iniciativa privada.
De qualquer forma são temas extremamente polêmicos e que devem ser discutidos intensamente. Se todos concordam que a reforma é necessária, é preciso discutir propostas que sejam razoáveis para todos os envolvidos.





