Tudo o que o Governo fizer em benefício das empresas será benéfico e bem aceito, porque quando esse segmento da cadeia produtora está bem ativa a economia gera empregos e tributos, e todos ganham. Mesmo diminuindo impostos, a Receita irá ganhar na continuidade, porque com menos peso tributário as empresas passam a disponibilizar mais das suas economias para o investimento, gerando mais produção e produtividade. E assim o aumento do volume da arrecadação tributária ocorre não pela elevação das alíquotas mas pelo incremento dos negócios.
Por essas razões é providencial o pacote de incentivo que o Governo anuncia, para socorrer setores de exportação que vêm sentindo efeitos negativos em face da sobrevalorização do real frente ao dólar. A meta é liberar R$ 3 bilhões para linhas de crédito, e a juro mais baixo. O objetivo é manter a competitividade das empresas, porque não é prudente descuidar do setor que - assim como a agricultura e a pecuária - gera divisas e mantém em alta o superávit da balança dos negócios de exportação e importação. O programa também prevê mudanças na taxação de produtos importados para que as indústrias possam competir em nível de igualdade, ante a globalização.
O pacote deveria conter a exigência de, na contrapartida, as empresas beneficiadas manterem os empregos atuais, embora se espere, como natural consequência, que uma unidade empresarial em franco desenvolvimento não necessite dispensar ninguém, mas ao contrário, contrate mais. Ao lado da boa medida anunciada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está reticente em baixar a oneração fiscal da folha de pagamento das empresas, pelo impacto ''muito grande ao erário'', segundo ele declara. Também nesse caso deve-se aplicar a sabedoria tributária de que toda desoneração favorece o contribuinte, significando por extensão o retorno em mais geração de receita tributária, pela intensificação dos negócios.
Em meio a tanta turbulência por conta dos escândalos da corrupção, essas providências paralelas em benefício da cadeia produtiva representam um alento. Se o Governo dá amparo ao universo empresarial, em todas as suas variedades e dimensões, o Brasil andará para a frente e verá abrirem-se os horizontes para a melhoria dos padrões de vida da população, o que irá significar também diminuição da violência. Revitalizando-se a economia - por via de crédito fácil e a juro baixo - o demais acontecerá por natural acréscimo.

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