Embora não se conheça a data exata do nascimento de Jesus, a Igreja consagrou-a como 25 de dezembro, e os cristãos celebram na noite de hoje o momento mágico do evento ocorrido há dois milênios em Belém da Judéia. O mundo cristão tem nesta noite de véspera a mais importante referência do seu calendário religioso, e por algumas horas desarma-se de sentimentos mundanos e centra-se em meditação e prece, reverenciando o Mestre, que deixou tão rico legado de ensinamentos e de exemplos à humanidade. E não apenas a que viria a povoar o planeta nos últimos dois mil anos, mas a porvindoura, porque a boa semeadura não se perderá. Junto às festas da noite, cada qual entendendo a seu modo o ministério de Jesus repleto de parábolas e simbolismos não há quem não dedique alguns instantes de reflexão acerca dos admiráveis ensinamentos do iluminado mestre. Ao menos no momento do Natal o mundo cessa hostilidades, imperando uma mais intensa predominância de paz. Muitos haurem da magia desta noite e reordenam a própria vida, redirecionam rumos e, é certo, tornam-se melhores. Armar presépios, promover a ceia tradicional, dar e receber presentes, são eventos de alegria e fraternidade e, portanto, condizentes com o espírito natalino. É a forma que a humanidade encontra de confraternizar-se, e estes pequenos atos de amor formam uma vigorosa corrente que envolve todos os seres do planeta, mesmo os não-cristãos. Paz na Terra, boa vontade aos homens, é certamente o que o Mestre deseja nesta noite de Natal e em todos os dias e noites. Mesmo aqueles mais críticos, que condenam as mesas fartas desta noite, em contraposição às mesas vazias de tantos, devem desarmar-se de seu inconformismo e prostrar-se em serena prece e vislumbrar a iluminação de mentes e corações, para que se encurtem as distâncias sociais e a abundância seja para todos. Esta será também uma forma de doar-se no Natal e assim robustecer a corrente de amor incondicional para os bons e os intitulados maus, para pobres e ricos, doentes e saudáveis e, muito especialmente, para os duros de coração e que têm sido agentes de prejuízos e desgostos para pessoas em particular e para a humanidade. O Mestre apreciaria se, nesta noite, e sempre, os homens se lembrassem do seu ensinamento de que é preciso perdoar e amar também os inimigos. Ou ao menos fazer o maior esforço possível para chegar à condição de diminuir ou eliminar o ódio contra os algozes. Porque não há grande mérito em louvar apenas os bons e os que têm sido companheiros. São múltiplas as maneiras de celebrar o Natal e cada qual o fará segundo os seus sentimentos, mas que esta noite, ao menos, propicie a impulsão para um passo na direção do perdão e do culto do amor ao próximo. E assim terão valido os ensinamentos do homenageado especial desta noite.

mockup